
‘Essa história de esquerda ou direita não é tão importante pra mim’, diz Laurez, apoiado por Lula
Notícias do Tocantins – O candidato a governador Laurez Moreira (PSD) minimizou a divisão entre esquerda e direita ao responder uma declaração do professor Witer Naves (PSOL), que se apresentou como o único candidato do campo esquerdista na disputa pelo Governo do Tocantins.
O confronto ocorreu na noite desta terça-feira (18), durante o primeiro grande debate entre os candidatos ao Palácio Araguaia. O encontro foi promovido pela Record News Tocantins e pela Rede Hits FM, em parceria com a Associação Tocantinense de Veículos de Comunicação (Avecom) e portais de notícias, entre eles o AF Notícias.
A afirmação de Witer chamou atenção porque Laurez conduz sua campanha com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de partidos ligados à esquerda. Em sua resposta, porém, o candidato evitou disputar o rótulo ideológico e procurou direcionar o debate para a gestão pública e o combate às desigualdades.
“Essa história de dizer que é de esquerda ou de direita, para mim, não é tão importante assim. O importante é você ter preocupação com quem mais precisa, ajudar as pessoas a subir na vida e oportunizar todos”, afirmou.
Laurez disse que sempre defendeu uma administração eficiente, séria e sem corrupção e prometeu concentrar sua eventual gestão na população mais vulnerável.
“É isso que eu quero e é isso que nós vamos fazer no Governo do Estado do Tocantins: mudar a vida dos que mais precisam”, declarou.
Exonerações também entram no debate
Em outro momento, Laurez foi questionado sobre críticas às exonerações realizadas durante o período em que comandou o Governo do Tocantins. Ele negou ter se incomodado com o tema e afirmou que fez menos demissões do que outros governadores.
“De todos que assumiram o cargo de governador do Estado do Tocantins, eu fui o que menos exonerei”, declarou.
Laurez também disse que seus adversários não conseguem apontar episódios de incompetência, má gestão ou fatos que desabonem sua trajetória e, por isso, tentariam transformar as exonerações em argumento eleitoral.
A resposta mostrou a estratégia do candidato de evitar uma disputa direta pela identidade de esquerda, apesar da proximidade política com Lula, e reforçar uma imagem ligada à experiência administrativa, ao combate à corrupção e à defesa dos tocantinenses mais pobres.
Fonte: AF Noticias
