‘Quem roubar no meu governo, eu vou pegar pelas orelhas e entregar pra polícia’, garante Ataídes
Notícias do Tocantins – O candidato ao Governo do Tocantins Ataídes Oliveira (Novo) afirmou que o Estado perde R$ 2,2 bilhões por ano com corrupção, favorecimento político e má gestão. Segundo ele, combater essas práticas será a primeira prioridade de um eventual governo.
A estimativa foi apresentada durante entrevista ao jornalista Arnaldo Filho após o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Araguaia. Ataídes atribuiu R$ 1,2 bilhão à corrupção, R$ 600 milhões a favores políticos e R$ 400 milhões à má gestão. No entanto, não informou a origem dos números, o período analisado nem a metodologia usada para chegar aos valores.
“Nosso Tocantins está doente. O nosso povo está morrendo nos hospitais, as estradas estão acabadas e não há policiais nas ruas. São 70 municípios sem policial. Nós só temos uma chaminé neste rico Estado”, afirmou.
Ataídes utilizou a expressão “câncer” para resumir sua avaliação sobre os problemas enfrentados pelo Estado. Segundo ele, não será possível melhorar saúde, educação, segurança e infraestrutura sem enfrentar primeiro as causas que considera responsáveis pela falta de recursos.
“Não adianta falar que vai resolver os problemas da saúde, da educação, da segurança e das estradas se não curar os cânceres. Nós temos que combater primeiro essa doença para depois resolver os demais problemas”, declarou.
Candidato não enumera três primeiras medidas
Questionado sobre quais seriam as três primeiras medidas adotadas a partir de 1º de janeiro, caso seja eleito, Ataídes não apresentou uma lista objetiva de ações. Ele voltou a defender o combate à corrupção, aos favores políticos e ao desperdício de dinheiro público como ponto de partida de sua gestão.
O candidato afirmou que o cargo de governador não representa uma ambição pessoal e disse que sua preferência seria continuar administrando suas empresas e vivendo ao lado da família.
“Essa cadeira não é cobiçada por mim. O que eu cobiço é tocar minhas empresas, gerar empregos e viver junto com minha companheira. Esse é o meu projeto maior”, afirmou.
Ataídes também disse que o próximo governador precisará ter experiência, independência política e econômica e coragem para enfrentar os grupos que, segundo ele, se beneficiam da estrutura pública.
“Precisa de um gestor que tenha coragem, competência, independência econômica e política e que não tenha amarras. Acima de tudo, coragem para encarar todos esses malfeitores”, declarou.
Críticas à Assembleia Legislativa
Ao falar sobre a relação com os deputados estaduais, Ataídes fez críticas duras à atuação da Assembleia Legislativa ao longo das últimas duas décadas. Segundo ele, o Legislativo não teria cumprido adequadamente seu papel de fiscalizar o governo e produzir leis em benefício da população.
“Essa Assembleia esteve de cócoras ao longo dos anos. A atribuição da Assembleia é fiscalizar o Executivo e criar leis boas para o nosso povo. Nada disso aconteceu nos últimos 20 anos”, afirmou.
O candidato disse ter amigos entre os deputados e garantiu não possuir inimigos no Legislativo. Em um eventual governo, pretende formar apenas a maioria simples necessária para aprovar os projetos enviados à Casa.
“Eu quero uma maioria simples para aprovar os projetos. O restante eu quero que me fiscalize e me cobre”, declarou.
Órgãos de fiscalização dentro do Palácio
Ataídes também prometeu ampliar a presença e a atuação dos órgãos de controle no governo estadual. Ele afirmou que pretende manter as portas do Palácio Araguaia abertas para a Polícia Federal, os Ministérios Públicos Estadual e Federal, a Controladoria-Geral do Estado e a Polícia Civil.
O candidato citou sua experiência de oito anos no Senado Federal e a participação na presidência de três comissões parlamentares de inquérito como credenciais para conduzir essa relação com os órgãos de fiscalização.
“Quem roubar no meu governo, eu vou pegar pelas orelhas e entregar para a polícia. Pode ter certeza”, afirmou.
Ataídes encerrou a entrevista dizendo que não permanecerá no cargo caso não consiga realizar as mudanças prometidas. “Eu conserto essa bagunça toda ou caio fora desse negócio”, concluiu.
Fonte: AF Noticias
