
Professores farão nova paralisação em Porto Nacional; prefeitura sinaliza negociação só em 2027
Notícias do Tocantins – Os professores da rede municipal de Porto Nacional aprovaram a segunda paralisação da categoria em 2026. O novo movimento está marcado para a próxima terça-feira, 22 de setembro, em protesto pelo cumprimento da Lei do Piso e pelo pagamento das progressões funcionais.
A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta segunda-feira, 14, na sede regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet). A concentração dos profissionais está marcada para as 8 horas, no mesmo local.
No centro do impasse estão direitos reivindicados pela categoria e a alegação da Prefeitura de que não existe, neste momento, espaço legal e fiscal para conceder medidas que aumentem as despesas com pessoal.
Em resposta a um ofício enviado pelo Sintet, a gestão municipal afirmou reconhecer a importância das demandas apresentadas pelos professores. No entanto, informou que os gastos com pessoal correspondem atualmente a 59,10% da Receita Corrente Líquida.
Segundo a Prefeitura, esse cenário exige a adoção de medidas de contenção e adequação previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. A gestão acrescentou que uma eventual retomada das negociações poderá ser reavaliada somente a partir de maio de 2027, desde que exista margem orçamentária e financeira.
A posição não convenceu o sindicato. Para o Sintet, a Prefeitura teve tempo suficiente para organizar as contas e planejar o atendimento às reivindicações dos trabalhadores da educação.
Esta será a segunda paralisação da rede municipal neste ano. A primeira ocorreu em fevereiro e apresentou as mesmas cobranças que continuam sem solução.
“Nossa reivindicação é pela garantia dos nossos direitos. Não podemos abrir mão do mínimo, que é garantido em lei”, afirmou Lucélia, professora da rede municipal.
O Sintet convocou os profissionais da educação a participarem da mobilização do dia 22 e afirmou que continuará pressionando a Prefeitura pelo cumprimento dos direitos da categoria.
Fonte: AF Noticias
