Mãe denuncia sequestro e estupro da filha de 12 anos por traficante e cobra ação da polícia
Uma família de Pau D’Arco (TO) vive dias de angústia e revolta após uma adolescente de 12 anos ter sido vítima de perseguição, sequestro e estupro. O principal suspeito é um homem de 25 anos, apontado por moradores como traficante na região.
Segundo relato da mãe, que procurou o AF Notícias, o suspeito teria iniciado contato com a menina por meio das redes sociais há cerca de um ano, quando ela tinha apenas 11 anos. Mesmo com o acompanhamento materno, o homem apagava as mensagens para não deixar rastros.
Ao perceber mudanças no comportamento da filha e notar faltas frequentes na escola, a mãe decidiu verificar o celular da adolescente e descobriu as conversas. Imediatamente, procurou a Polícia Civil e, ao longo de 2025, registrou três boletins de ocorrência. No entanto, conforme a família, nenhuma medida efetiva foi adotada pelas autoridades à época, mesmo com a comprovação, por meio de exames de corpo de delito, de que a menina havia sido vítima de estupro.
“Fiz três boletins de ocorrência contra ele, pedindo ajuda. Ele perseguia a minha filha mesmo sabendo que ela é menor de idade. A polícia nunca tomou nenhuma providência, mesmo com a comprovação do abuso”, relatou a mãe.
O sequestro na noite de Natal
A ausência de uma atuação concreta da polícia, segundo a família, culminou em uma tragédia ainda maior. No dia 25 de dezembro, por volta das 23h, o suspeito teria invadido a residência da família e sequestrado a adolescente.
A menina permaneceu desaparecida por cinco dias. A localização só foi possível após vizinhos informarem que ela estaria escondida na casa de parentes do suspeito. A mãe afirma que alguns familiares teriam acobertado a situação, mesmo sabendo que a vítima era menor de idade.
Diante da resposta da polícia, que teria alegado não poder agir por falta de mandado de prisão ou intimação, a própria família decidiu agir. No dia 31 de dezembro, parentes da adolescente entraram no local indicado e conseguiram resgatá-la.
Estado de saúde e clamor por justiça
Após o resgate, o estado de saúde da adolescente era alarmante. Segundo a mãe, a menina apresentava hematomas pelo corpo, olhos avermelhados, sinais de dopagem, ferimentos na boca e forte abalo psicológico.
A adolescente está internada desde o dia 1º de janeiro de 2026 em um hospital de Arapoema. Exames médicos identificaram uma mancha no pulmão, e a equipe médica investiga se a lesão foi causada por agressão física ou pelo uso forçado de substâncias entorpecentes.
De acordo com a mãe, este é o terceiro exame de corpo de delito realizado na vítima, todos confirmando o abuso sexual.
Omissão e impunidade
A mãe denuncia ainda que o suspeito já teria cometido crimes semelhantes contra outras menores na região. Ela critica a falta de estrutura da Polícia Civil e a lentidão do sistema de Justiça em municípios de pequeno porte.
“Infelizmente deixaram isso acontecer. Minha filha foi drogada, estuprada e hoje está internada. Mesmo com tantas denúncias, ele continuou solto e fez isso com ela. A justiça precisa ser feita”, desabafou.
A família segue cobrando providências urgentes para que o crime não fique impune e o suspeito seja devidamente responsabilizado.
O QUE DIZ A SSP-TO?
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou, por meio da 38ª Delegacia de Polícia Civil de Arapoema, que a apuração da denúncia de estupro de vulnerável está em andamento. Confira a nota completa.
“A 38ª Delegacia de Polícia Civil de Arapoema informa que a apuração da denúncia de estupro de vulnerável citada por este veículo de comunicação se encontra em andamento. Desde o momento do primeiro registro, as equipes realizam diligências para identificar a autoria e materialidade dos fatos.
Pelo caso envolver vítima menor de idade, o inquérito corre em segredo de Justiça. Por este motivo, não é possível informar o estágio em que a investigação se encontra, a identificação de suspeitos ou os resultados de laudos periciais. Nesta quarta-feira, 7, o delegado que conduz a investigação se encontrou com a família da vítima no hospital onde a vítima está internada para orientá-los sobre os próximos passos que devem ser adotados. A equipe de vigilância da unidade hospitalar também recebeu orientações de segurança.
A Polícia Civil reforça o compromisso com a responsabilização de todos os agressores e com a apuração completa dos fatos.
Secretaria da Segurança Pública do Tocantins
Fonte: AF Noticias
