Ataídes detalha plano para reestruturar a saúde pública do Tocantins e aponta má gestão
Notícias do Tocantins – O empresário e ex-senador Ataídes Oliveira (Novo), pré-candidato ao Governo do Tocantins nas eleições de 2026, afirmou que o principal problema da saúde pública no Estado não é a falta de recursos financeiros, mas a ausência de gestão eficiente e de vontade política. A declaração foi feita durante a apresentação do que ele classifica como um diagnóstico da atual situação do sistema estadual de saúde.
Segundo Ataídes, o Tocantins conta hoje com apenas quatro hospitais de alta complexidade: o Hospital Geral de Palmas (HGP), a Maternidade Dona Regina, ambos na capital, e os hospitais regionais de Araguaína e Gurupi. Na avaliação do pré-candidato, essa estrutura é insuficiente para atender à demanda da população e contribui para a sobrecarga das unidades de referência, especialmente em Palmas.
No material divulgado, Ataídes defende a transformação dos hospitais de Porto Nacional, Paraíso, Augustinópolis e Dianópolis em unidades de alta complexidade, o que elevaria de quatro para oito o número de hospitais desse porte no Estado. Ele também propõe a ampliação de leitos, centros cirúrgicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nas principais unidades já existentes, além de investimentos estruturais em hospitais de média e baixa complexidade em municípios como Guaraí, Miracema, Alvorada, Arraias e Xambioá, entre outros.
O pré-candidato estima a necessidade de investimentos de cerca de R$ 500 milhões em hospitais de alta complexidade e mais R$ 450 milhões em unidades de média e baixa complexidade. Para enfrentar o que classifica como um “gargalo” na área de recursos humanos, ele defende a criação de uma carreira estadual hospitalar, com piso regional competitivo, gratificações por interiorização, programas de residência médica e multiprofissional, oferta de moradia funcional, auxílio-deslocamento e realização de concursos públicos.
Ao final da apresentação, Ataídes sintetizou sua crítica à atual política de saúde do Estado. “O problema da saúde do nosso Tocantins não é dinheiro, é falta de gestão, é falta de vontade”, afirmou. Segundo ele, o conjunto de medidas propostas poderia ser implantado em até três anos, caso seja eleito governador.
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Fonte: AF Noticias
