Veja quais são os municípios com maior rebanho bovino do Brasil; confira o ranking
O Brasil encerrou 2025 com um rebanho bovino de 238,2 milhões de cabeças, o segundo maior número da série histórica do IBGE, mesmo com queda de 0,2% em comparação com 2024. O resultado reforça a força da pecuária nacional, que segue como uma das principais bases do agronegócio, tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.
Mesmo com ajustes no ciclo pecuário, o país continua em posição estratégica no mercado mundial, sustentando uma cadeia produtiva que movimenta bilhões e tem impacto direto no emprego e na renda em milhares de municípios.
Além do tamanho do rebanho, os indicadores do setor mostram o peso econômico da atividade. Em 2025, o país registrou recorde de abate, com 39,7 milhões de bovinos inspecionados, impulsionado principalmente pelo aumento do abate de fêmeas e de animais mais jovens, como novilhas.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura também avançaram, com alta de 22,8% em volume e 26,9% em faturamento, mantendo o Brasil como referência global na produção de proteína animal.
Leite cresce mesmo com menos vacas
A pecuária leiteira também apresentou avanço. Mesmo com o menor número de vacas ordenhadas desde 1980 (15,1 milhões), a produção nacional bateu recorde e chegou a 35,7 bilhões de litros, indicando aumento de produtividade com uso de genética, manejo e tecnologia no campo.
O desempenho reforça uma tendência do setor: produzir mais com menos, elevando eficiência e reduzindo perdas.
Os 10 municípios com maior rebanho bovino do Brasil
Entre os 5.537 municípios com criação de bovinos, São Félix do Xingu (PA) segue como líder absoluto, com 2,5 milhões de cabeças, representando cerca de 1,1% do rebanho nacional.
Confira o ranking:
1 – São Félix do Xingu (PA) – 2,5 milhões
2 – Corumbá (MS) – 2,2 milhões
3 – Porto Velho (RO) – 1,8 milhão
4 – Cáceres (MT) – 1,4 milhão
5 – Marabá (PA) – 1,3 milhão
6 – Lábrea (AM) – 1,2 milhão
7 – Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) – 1,1 milhão
8 – Novo Repartimento (PA) – 1,0 milhão
9 – Rio Branco (AC) – 950 mil
10 – Santana do Araguaia (PA) – 920 mil
Somados, esses dez municípios concentram mais de 13 milhões de animais, o equivalente a 5,5% do rebanho bovino do país.
O Centro-Oeste continua liderando a participação nacional, com 31,4% do efetivo, mas a região que mais cresceu em 2025 foi o Norte, com alta de 2,4%, alcançando 64,5 milhões de cabeças. O movimento evidencia a expansão da pecuária em áreas amazônicas, puxada por novas frentes produtivas e disponibilidade de terras.
Já Sudeste e Sul registraram retração pelo segundo ano consecutivo, refletindo ajustes no ciclo pecuário e maior foco em produtividade.
Especialistas apontam que o Brasil caminha para uma pecuária mais intensiva e sustentável, baseada em eficiência e tecnologia, com metas como reduzir idade de abate, aumentar o ganho por hectare e melhorar a reprodução, sem depender da abertura de novas áreas.
O setor também enfrenta pressão crescente do mercado internacional por medidas ligadas ao combate ao desmatamento e à redução de emissões, o que pode acelerar ainda mais a adoção de práticas sustentáveis.
Corte e leite seguem conectados
O avanço da pecuária de corte impacta diretamente o leite, especialmente com o aumento do abate de fêmeas. Mesmo assim, a produção leiteira se mantém em alta devido ao salto na produtividade, que chegou a 2.632 litros por vaca/ano, crescimento de 4,3%.
O cenário reforça que o futuro do setor deve passar pela integração entre carne e leite, com maior uso de biotecnologia e adaptação às exigências ambientais.
Fonte: Surgiu
