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Estudante de Medicina tem prisão preventiva decretada por sequestro e violência doméstica

Notícias de Araguaína A Justiça do Tocantins converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Avany Neto Galdino da Silva, de 38 anos, investigado por uma série de crimes cometidos contra a ex-companheira, de 25 anos, em Araguaína, no norte do estado. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e foi proferida pela Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher.

O caso ocorreu na manhã da última quarta-feira (4). Segundo as investigações, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e invadiu a residência da vítima no Setor Raizal, após contratar um chaveiro para abrir a porta do imóvel. Armado com uma faca e uma arma de fogo, ele agrediu a mulher e a obrigou a entrar à força em uma caminhonete L200 Triton branca, fugindo em seguida.

Durante o trajeto pela cidade, a vítima foi mantida sob constantes ameaças de morte, sofreu golpes de faca e coronhadas com arma de fogo. Conforme apurado, o agressor ainda tentou efetuar um disparo contra a mulher, que não ocorreu devido a falha no armamento.

Após denúncia, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências e localizaram o endereço onde a vítima estava sendo mantida em cárcere privado, no Bairro São João. Um cerco policial foi montado e, após cerca de 15 minutos de negociação, o suspeito se entregou. A mulher foi encontrada trancada em um quarto, ferida, e encaminhada para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

No imóvel, os policiais apreenderam uma pistola Taurus calibre 9mm municiada, uma carabina calibre .38, uma espingarda calibre .12, uma arma de pressão adaptada para calibre .22, além de 55 munições de diferentes calibres, uma faca e três porções de substância análoga à cocaína.

Avany Neto Galdino da Silva, que é estudante de Medicina e filho do ex-vereador Xeroso, falecido em 2023, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, lesão corporal, ameaça, violação de domicílio, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, posse de munição e posse de drogas, todos no contexto da Lei Maria da Penha.

No parecer apresentado à Justiça, o MPTO destacou a gravidade dos fatos, o risco concreto de novas agressões e a necessidade de preservar a integridade física e psicológica da vítima, ressaltando que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes. Com a decisão, o investigado permanecerá preso preventivamente enquanto o caso segue em apuração.

O Ministério Público reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados e destaca a importância da atuação integrada das instituições para garantir proteção às vítimas e a responsabilização dos agressores.

 

Fonte: AF Noticias