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Coletivo pede cassação de vereador que agrediu namorada com socos e chutes no Tocantins

Notícias do Tocantins – A técnica de enfermagem Yorrana Dias de Sousa, de 21 anos, denunciou ter sido agredida com socos, chutes e enforcamento pelo vereador Ammon Eduardo Ribeiro, de 23 anos, durante a comemoração do aniversário dele em Maurilândia do Tocantins, na região do Bico do Papagaio. Segundo relato da vítima e registro policial, as agressões ocorreram após uma discussão na madrugada do dia 1º de março e deixaram a jovem com lesões visíveis no rosto, incluindo sangramento no lábio e inchaço.

De acordo com o boletim de ocorrência, Yorrana estava dentro de um carro quando foi surpreendida pelo parlamentar, que teria aberto a porta do veículo e desferido um soco em sua boca. Em seguida, já em frente à residência da vítima, novas agressões teriam ocorrido, com gritos, empurrões e chutes, interrompidos apenas quando o pai da jovem saiu para socorrê-la. Após o episódio, a técnica de enfermagem procurou atendimento médico, realizou exame de corpo de delito e solicitou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens da vítima com marcas das agressões. O vereador, que é filiado ao União Brasil, afirmou ter prestado depoimento às autoridades e declarou estar à disposição para colaborar com as investigações.

Pressão por cassação

Diante da denúncia, o Coletivo Juventude Para Todos do Tocantins divulgou nesta sexta-feira (13) um vídeo nas redes sociais cobrando providências das autoridades políticas. No material, a organização critica o que classificou como silêncio institucional e exige que a Câmara Municipal de Maurilândia do Tocantins abra imediatamente um processo por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na cassação do mandato do vereador.

O coletivo também questiona a ausência de posicionamento público de lideranças estaduais do União Brasil, entre elas a senadora Professora Dorinha Seabra e o deputado estadual Jair Farias.

Violência contra mulheres em alta

A mobilização ocorre em um contexto de preocupação com o aumento da violência contra mulheres no Tocantins. Dados recentes apontam crescimento nos casos de feminicídio e nas ocorrências registradas pelas forças de segurança, ampliando a pressão por respostas mais rápidas das instituições diante de denúncias desse tipo.

No vídeo divulgado nas redes sociais, o coletivo afirma que “o silêncio institucional não protege vítimas; ele protege agressores” e defende que a abertura de um processo de cassação seria uma resposta necessária para preservar a credibilidade do Legislativo municipal e demonstrar compromisso com o enfrentamento à violência de gênero.

Fonte: AF Noticias