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Contador é procurado após operação que revelou sonegação de R$ 56 milhões no Tocantins

Notícias do Tocantins – A Polícia Civil do Tocantins divulgou nesta terça-feira (24) a foto de Paulo César Maciel dos Santos, contador investigado pelos crimes de falsidade ideológica, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. O profissional, que tem escritório em Palmas e aparece como sócio de quatro empresas, não foi localizado durante a Operação El Dourado, que apura um rombo fiscal de quase R$ 56 milhões, e já é considerado foragido da Justiça.

De acordo com as investigações, Paulo Cesar integra uma organização criminosa que constituía empresas de fachada e simulava operações milionárias no setor do agronegócio, principalmente com soja e milho, para gerar créditos fraudulentos de ICMS, causando prejuízos bilionários aos cofres públicos.

O caso é conduzido pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT), que segue em diligências para localizar e prender o contador. A Polícia Civil solicita que a população colabore com informações sobre seu paradeiro. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 197 ou pelo WhatsApp (63) 3218-1069. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

Segundo o delegado Vinícius Mendes de Oliveira, titular da DRCOT, o contador “é peça-chave no esquema investigado. Sua localização é fundamental para o esclarecimento completo dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos”.

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Entenda a Operação El Dourado

A operação revelou uma engenharia sofisticada de fraudes fiscais sustentada por empresas de fachada, “laranjas” e notas fiscais frias. Em seis meses, uma das empresas investigadas declarou movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos.

Para manter o esquema em operação, o grupo criava novas empresas sempre que a fiscalização bloqueava as anteriores. O contador Paulo Cesar era responsável pelo controle financeiro e administrativo das companhias, enquanto outro investigado, de iniciais R.A.G.M., comandava o grupo a partir de Unaí (MG).

A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão — dois em Unaí e quatro em Palmas — e prendeu preventivamente R.A.G.M. As diligências resultaram na apreensão de documentos, computadores e equipamentos eletrônicos, que aprofundarão as investigações. Durante a operação, outras duas pessoas foram presas em flagrante pelo porte ilegal de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil, esquemas desse tipo prejudicam empresas regulares, distorcem o mercado e causam prejuízos expressivos aos cofres públicos, impactando diretamente a prestação de serviços à população.

Fonte: AF Noticias