Empresário pega 21 anos de prisão por matar vizinho após briga em ferro-velho de Palmas
Notícias de Palmas – O empresário Wilfredo Akira Miamura, de 49 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas pelo assassinato de Leonam Fernandes Alves. O veredito foi anunciado na noite de terça-feira (24), após um dia inteiro de julgamento marcado por versões conflitantes e forte comoção.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na tarde de 7 de abril de 2024, em um ferro-velho de propriedade do empresário, localizado ao lado do terreno da família da vítima, nas proximidades da Unidade Penal de Palmas. A motivação teria sido uma discussão envolvendo o descarte de sucatas de veículos no local – um impasse que evoluiu rapidamente para violência.
Durante o júri, o empresário admitiu o desentendimento com o irmão da vítima e afirmou que, ao suspeitar que ele estaria se armando, também pegou uma arma. Segundo sua versão, houve luta corporal e ele não soube precisar quem efetuou o disparo que matou Leonam. A defesa sustentou a tese de legítima defesa e pediu a absolvição.
Os jurados, no entanto, rejeitaram a versão. O Conselho de Sentença reconheceu que Wilfredo Akira Miamura foi o autor do disparo fatal e entendeu que o crime não ocorreu sob provocação da vítima. Também considerou que houve motivação fútil e uso de recurso que dificultou a defesa de Leonam Alves – qualificadoras que agravaram a pena.
A sentença foi proferida pelo juiz Cledson José Dias Nunes, que fixou a condenação em 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Além da pena de reclusão, o magistrado determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais à família da vítima.
O juiz também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando a execução imediata da pena, em linha com entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre decisões do Tribunal do Júri.
O caso ainda tem desdobramentos. O filho do empresário, de 26 anos, também é acusado de participação no crime, mas o processo foi desmembrado. A defesa solicitou exame de insanidade mental, que está em análise no Tribunal de Justiça. A ação será retomada após a conclusão dessa etapa.
Com a condenação, o caso ganha um desfecho judicial em primeira instância, mas ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça.
Fonte: AF Noticias
