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Com diesel em alta, Tocantins adere a programa federal e autoriza subsídio emergencial

Notícias do Tocantins – Diante da disparada no preço do diesel no Tocantins — com aumentos repentinos que chegaram a até R$ 2 por litro — o governo estadual anunciou uma medida emergencial para tentar frear a escalada e aliviar o impacto direto no bolso da população e no setor produtivo.

Nesta terça-feira (31), o governador Wanderlei Barbosa confirmou a adesão do estado ao programa federal de subsídio ao diesel, uma ação articulada para conter os efeitos da alta internacional do combustível, pressionada pela guerra no Oriente Médio. A iniciativa prevê um abatimento de até R$ 1,20 por litro do diesel importado até o fim de maio, dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 de responsabilidade de cada ente.

A decisão, tomada após reunião no Palácio Araguaia com o secretário da Fazenda, Donizeth Silva, coloca o Tocantins entre os estados que optaram por uma resposta imediata à crise dos combustíveis, em vez de aguardar soluções estruturais como mudanças no ICMS.

Com forte impacto no transporte de cargas, no agronegócio e no preço final dos alimentos, a alta do diesel acendeu o alerta no governo. A adesão ao subsídio busca justamente conter esse efeito em cadeia, reduzindo o custo do frete e evitando novos repasses ao consumidor.

“O momento exige rapidez e ação coordenada. Estamos falando de um problema que atinge toda a economia, e o Tocantins não pode ficar inerte diante desse cenário”, destacou o governador ao justificar a medida.

Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão também tem peso estratégico: ao aderir ao subsídio, o estado tenta preservar a competitividade do agronegócio — principal motor da economia local — em um momento sensível de escoamento da produção.

A proposta foi debatida no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e surge como alternativa à redução do ICMS sobre combustíveis. Com duração inicial de dois meses, o programa estabelece limites de participação financeira dos estados e impede a redistribuição de cotas entre os entes que optarem por não aderir.

Na prática, a medida funciona como um freio emergencial para conter a volatilidade dos preços e evitar novos aumentos abruptos. A expectativa do governo é que o subsídio ajude a estabilizar o mercado nas próximas semanas e reduza a pressão inflacionária, especialmente sobre itens essenciais.

Com a adesão, o Tocantins sinaliza alinhamento com a estratégia federal e tenta dar uma resposta rápida a uma crise que já impacta diretamente o custo de vida e a atividade econômica no estado.

Fonte: AF Noticias