Ministério Público exige proibição de álcool e fiscalização rígida na cavalgada de Gurupi em 2026
Notícias de Gurupi – Com a aproximação da cavalgada que integra a programação da Exposição Agropecuária de Gurupi (ExpoGurupi 2026), o Ministério Público do Tocantins (MPTO) emitiu uma recomendação formal com uma série de medidas obrigatórias voltadas à proteção animal, organização do evento e reforço da segurança pública. O evento será realizado entre os dias 26 e 31 deste mês, no Parque de Exposições de Gurupi.
A recomendação foi expedida pela promotora de Justiça Maria Juliana Naves Dias do Carmo, com atuação na área ambiental no município. O documento estabelece responsabilidades compartilhadas entre organizadores, forças de segurança e órgãos de fiscalização municipal e estadual.
A orientação é direcionada ao Sindicato Rural de Gurupi, comitivas de cavaleiros, Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adapec), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Diretoria de Posturas e Edificações.
Regras para organização e bem-estar animal
Ao Sindicato Rural, o MPTO determina a exigência de documentação sanitária obrigatória dos animais, incluindo comprovantes de vacinação e exames negativos para doenças como anemia infecciosa equina e mormo. Também fica estabelecida a proibição do consumo de bebidas alcoólicas durante o trajeto da cavalgada, sob pena de desclassificação das comitivas.
Outro ponto central da recomendação é o controle de tempo da cavalgada, que deverá ser encerrada antes do período de maior incidência de calor, evitando exposição prolongada dos animais a condições climáticas adversas.
As comitivas também deverão adotar regras rígidas de conduta. Está proibido o uso de instrumentos que causem sofrimento aos animais, como objetos perfurantes, além de práticas como chicotadas ou uso excessivo de esporas. Qualquer animal que apresente sinais de ferimentos, sangramento ou exaustão deverá ser imediatamente retirado da atividade.
Após o percurso, o MPTO determina que os animais sejam encaminhados para locais adequados, com sombra, água e alimentação, sendo vedado deixá-los amarrados em vias públicas ou sob árvores enquanto os participantes permanecem em eventos festivos.
Fiscalização de trânsito e segurança pública
Na área de trânsito, a AMTT, PRF e Polícia Militar deverão atuar de forma coordenada para evitar bloqueios desordenados em vias urbanas e rodovias federais. A recomendação prevê reforço na fiscalização, incluindo uso de bafômetro, checagem de CNH e retenção de veículos em casos de irregularidades.
Também está prevista atuação mais rigorosa em situações de infração ambiental ou de trânsito, com condução imediata de responsáveis à delegacia quando houver flagrante.
Combate a maus-tratos e proteção ambiental
A Polícia Militar Ambiental e o 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM) deverão intensificar a fiscalização durante o evento e após a cavalgada, com foco na identificação de maus-tratos aos animais.
O MPTO também alerta para a necessidade de atenção ao pós-evento, determinando que animais eventualmente abandonados ou deixados em locais inadequados nas imediações do Parque de Exposições sejam recolhidos, conforme previsão de medidas judiciais já existentes.
Vigilância sanitária e preservação urbana
A Adapec e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ficarão responsáveis pela instalação de barreiras sanitárias e monitoramento para evitar a disseminação de doenças entre os animais.
Já a Diretoria de Posturas e Edificações deverá atuar na fiscalização do uso do espaço urbano, impedindo danos ao mobiliário público e às áreas verdes da cidade, frequentemente afetadas pela permanência irregular de animais durante grandes eventos.
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Fonte: AF Noticias
