MPTO exige providências da Educação de Araguaína sobre professor réu por crime sexual
Notícias de Araguaína – O Ministério Público do Tocantins instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Educação de Araguaína (Semed) após denúncias envolvendo um servidor da rede municipal investigado por suposto crime contra a dignidade sexual.
A medida foi assinada pelo promotor de Justiça Airton Amilcar Machado Momo, da 9ª Promotoria de Justiça de Araguaína, e tem como foco a proteção de crianças e adolescentes matriculados na Escola Municipal Joaquim de Brito Paranaguá.
De acordo com a portaria, o procedimento foi aberto após o Ministério Público tomar conhecimento de uma situação considerada de risco à integridade física e psicológica dos alunos em razão do exercício da docência pelo servidor identificado pelas iniciais E. de S. C.
O documento revela ainda que o investigado figura como réu em uma ação penal que tramita na Justiça sob acusação de suposta prática de crime contra a dignidade sexual.
Diante da gravidade do caso e da possibilidade de contato direto com estudantes da rede municipal, o Ministério Público determinou a adoção de medidas cautelares para resguardar os alunos e evitar riscos durante o andamento do processo judicial.
MEDIDAS REQUISITADAS
Entre as providências requisitadas, o MPTO determinou que a Secretaria Municipal de Educação informe, no prazo de cinco dias úteis, detalhes sobre o vínculo funcional do servidor, sua atual lotação e quais atividades ele exerce dentro da rede municipal de ensino, especialmente se mantém contato direto com alunos.
Além disso, o órgão ministerial recomendou o remanejamento preventivo do servidor para funções exclusivamente administrativas, sem qualquer contato com estudantes, até a conclusão das investigações ou eventual trânsito em julgado da ação penal.
Na portaria, o Ministério Público fundamenta a decisão nos princípios constitucionais da proteção integral e da prioridade absoluta à criança e ao adolescente, previstos no artigo 227 da Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O documento também destaca a obrigação da administração pública de observar princípios como legalidade, moralidade, eficiência e proteção do interesse público, especialmente em serviços considerados essenciais, como a educação.
O procedimento administrativo foi instaurado no último dia 22 de maio e deverá acompanhar as providências adotadas pela gestão municipal diante do caso.
Até o momento, não há informação oficial sobre eventual afastamento ou remanejamento do servidor citado na investigação.
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Fonte: AF Noticias
