Médico é indiciado após atropelar ciclista, fugir e abandonar caminhonete; vítima morreu
Notícias de Palmas – Um médico de 41 anos foi indiciado pela morte do ciclista Benedito Souza Freitas, de 70 anos, atropelado na noite de 9 de maio, na Avenida Parque, região sul de Palmas. Segundo a Polícia Civil, o motorista deixou o local sem prestar socorro e abandonou a caminhonete nas proximidades do aeroporto da capital.
O inquérito foi concluído pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Trânsito (DRCT). O condutor, identificado pelas iniciais D.V.P., foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela omissão de socorro, e por afastar-se do local do acidente para fugir de eventual responsabilização penal ou civil.
De acordo com a investigação, Benedito trafegava regularmente de bicicleta quando foi atingido na traseira pela caminhonete, que seguia no mesmo sentido da via.
O laudo pericial apontou que a causa determinante do acidente foi a reação tardia do motorista, associada à velocidade incompatível com as condições de tráfego. A perícia concluiu ainda que a colisão poderia ter sido evitada caso o veículo estivesse dentro do limite de 60 km/h e o condutor mantivesse a atenção necessária ao trânsito.
Motorista parou, desceu e deixou o local
As investigações apontaram que, logo após o impacto, o motorista parou a caminhonete e desceu do veículo, mas deixou o local sem prestar assistência ao ciclista, apesar de ser médico.
Testemunhas acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, mas Benedito não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Durante as diligências, a caminhonete foi localizada abandonada nas proximidades do Aeroporto de Palmas. Segundo a Polícia Civil, após o acidente, o motorista alugou outro veículo antes de retornar para casa.
Na perícia realizada no automóvel, os investigadores encontraram um copo no porta-copos do motorista e uma caixa térmica com bebidas alcoólicas na carroceria.
Investigado negou consumo de álcool
Em depoimento prestado na DRCT, acompanhado de advogado, o motorista afirmou que se assustou após a colisão e acreditou inicialmente que poderia se tratar de uma tentativa de assalto.
Ele também declarou que não conseguiu prestar socorro devido ao desespero, mas que acionou o Samu após deixar o local. O investigado negou ter consumido bebida alcoólica ou qualquer substância capaz de alterar sua capacidade psicomotora.
O delegado-chefe da DRCT, Márcio Girotto Vilela, afirmou que o indiciamento foi fundamentado em provas técnicas e testemunhais reunidas durante o inquérito. “A investigação demonstrou, por meio da perícia e dos depoimentos colhidos, que o acidente poderia ter sido evitado caso o condutor observasse o limite de velocidade e dirigisse com a atenção exigida. Além disso, ficou comprovado que ele deixou o local sem prestar socorro à vítima, circunstâncias que fundamentaram o indiciamento”, afirmou.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Fonte: AF Noticias

