Dois ex-governadores e um desejo em comum: retornar ao poder no Tocantins em 2026
Notícias do Tocantins – Dois ex-governadores do Tocantins voltaram a figurar no radar das articulações políticas com foco nas eleições de outubro de 2026. Mauro Carlesse e Sandoval Cardoso ainda não definiram filiação partidária, mas trabalham para consolidar pré-candidaturas em um cenário marcado por controvérsias e trajetórias políticas conturbadas no pós-mandato.
Na semana passada, Carlesse oficializou sua desfiliação do partido Agir e passou a intensificar conversas com outras legendas, em busca de viabilizar uma nova candidatura ao governo do Estado. Já Sandoval tem ampliado sua presença no debate político, inclusive marcando presença em eventos ao lado do atual governador Wanderlei Barbosa. Ele mira uma vaga de deputado federal.
Carlesse governou o Tocantins entre 2018 e 2021. Ele assumiu o cargo após a cassação do então governador Marcelo Miranda e da vice-governadora Cláudia Lelis, e posteriormente venceu a eleição suplementar realizada naquele ano. A gestão, contudo, foi marcada por denúncias e investigações. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou seu afastamento do cargo, diante de acusações de corrupção e de suposta interferência na Polícia Civil. Em 2022, Carlesse renunciou ao mandato enquanto enfrentava um processo de impeachment.
Após deixar o governo, o ex-governador tornou-se alvo de novas operações. Em dezembro de 2024, chegou a ser preso preventivamente sob suspeita de planejar uma fuga internacional, envolvendo a suposta tentativa de obtenção de documentos estrangeiros e planos de saída do país. A prisão, no entanto, foi posteriormente revogada pelo STJ. Carlesse nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.
Sandoval Cardoso, por sua vez, governou o Tocantins em 2014, após ser eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa para cumprir um mandato-tampão, em decorrência da renúncia do então governador Siqueira Campos e do vice João Oliveira. Sua trajetória também é marcada por episódios controversos. Em 2016, ele foi preso preventivamente no âmbito da Operação Ápia, deflagrada pela Polícia Federal para investigar fraudes em licitações e contratos administrativos relacionados a obras de infraestrutura no estado.
Ainda em 2014, Sandoval disputou a reeleição, em uma campanha cercada por denúncias de abuso de poder político. As acusações resultaram em sua condenação à inelegibilidade por oito anos, decisão confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar do histórico, Sandoval tem buscado recompor alianças e fortalecer seu nome em círculos políticos, enquanto Carlesse tenta retomar protagonismo no cenário estadual.
O movimento de ambos ocorre em um ambiente de elevada competitividade no Tocantins, com partidos e lideranças tradicionais se reorganizando para a disputa eleitoral de 2026, mesmo diante de trajetórias marcadas por controvérsias e embates judiciais.
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Fonte: AF Noticias
