Garimpo ilegal com uso de mercúrio é descoberto no Tocantins; 2º caso em poucos dias
Notícias do Tocantins – Mais um garimpo clandestino em plena atividade foi descoberto no Tocantins em menos de uma semana. Desta vez, a exploração ilegal de ouro foi flagrada no povoado do Príncipe, no município de Natividade, durante ação deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
No local, as equipes surpreenderam um homem operando equipamentos utilizados na extração mineral sem qualquer autorização legal. Ele foi preso em flagrante.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (DMA), que constatou a existência de cavas abertas, áreas de beneficiamento e material já extraído. Segundo a Polícia Federal, havia indícios do uso de mercúrio no processo de separação do ouro — substância altamente tóxica, que causa graves danos ao solo, à água e à saúde humana.
Crime ambiental e usurpação de bem da União
Além do impacto ambiental, a exploração irregular configura usurpação de bem da União, já que os recursos minerais pertencem constitucionalmente ao poder público federal. O suspeito foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal e autuado também por executar lavra mineral sem autorização ou em desacordo com a legislação.
Equipamentos utilizados na atividade ilegal foram apreendidos.
Outro caso recente no Estado
A nova ocorrência reforça uma sequência de operações contra a mineração clandestina no Tocantins. Na última sexta-feira (27/02), outro garimpo ilegal foi descoberto em funcionamento no município de Monte do Carmo.
Na ocasião, maquinários pesados estavam em operação, frentes de lavra abertas e trabalhadores realizavam a retirada de minério dentro de uma propriedade rural particular, sem qualquer licença ambiental ou título autorizativo.
O proprietário da área foi preso em flagrante, apontado como responsável por estruturar e permitir a exploração irregular com fins lucrativos. Ele poderá responder por usurpação de bens da União e extração ilegal de recursos minerais, com penas que podem chegar a seis anos de reclusão, além de multa.
Impactos ambientais e ofensiva das autoridades
De acordo com a Polícia Federal, a mineração ilegal provoca degradação do solo, assoreamento de cursos d’água, supressão vegetal e contaminação ambiental — especialmente quando há uso de mercúrio.
As ações integradas com a ANM buscam interromper a exploração clandestina e responsabilizar criminalmente os envolvidos, diante do avanço recorrente desse tipo de crime no Estado.
- Acompanhe diariamente as notícias do Tocantins pelos nossos canais no WhatsApp, Telegram, Facebook, Threads e Instagram.
Fonte: AF Noticias
