Homem é executado a tiros após gravar áudio no WhatsApp: ‘se vier pra cima, é defunto’
Adilon Pereira dos Santos, de 54 anos, foi assassinado a tiros no início da tarde desta terça-feira (23), no setor Novo Planalto, em Porto Nacional. O homicídio ocorreu por volta das 12h, na calçada de um restaurante localizado na Rua Maceió, e mobilizou forças de segurança e equipes de perícia.
Segundo a Polícia Militar, a proprietária do estabelecimento relatou que ouviu os disparos e, num primeiro momento, pensou se tratar de artefatos explosivos. Ao sair para verificar, encontrou a vítima caída do lado de fora do restaurante. Uma equipe de saúde foi acionada, mas o óbito foi constatado ainda no local.
Testemunhas informaram à PM que o autor dos disparos fugiu imediatamente, utilizando uma motocicleta. A área foi isolada para os trabalhos da perícia técnico-científica, que recolheu cápsulas de munição que podem auxiliar na identificação da arma utilizada no crime.
Equipes da Força Tática do 5º Batalhão e viaturas de área realizaram buscas na região, porém o suspeito não foi localizado até o momento. O corpo de Adilon Pereira dos Santos foi encaminhado ao Núcleo de Medicina Legal, onde passará por exame de necropsia.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o caso é investigado pela 11ª Central de Atendimento da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer a autoria e a motivação do homicídio.
No curso das apurações, os investigadores tiveram acesso a um áudio que circula nas redes sociais, supostamente enviado pela própria vítima antes do crime. Na gravação, o homem relata uma discussão ocorrida horas antes, faz referências a ameaças e menciona o uso de arma de fogo.
Em um dos trechos, afirma: “Até discuti com um cara hoje aí. Falei que, se fosse lá, ia dar um tiro na cara dele. Eu nem fui dormir hoje pra evitar a briga. Eu estava desarmado, fui pegar a arma com um cara aqui ainda, e agora me deu uma pistola. Porque se vier pra cima de mim, é defunto mesmo”.
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Testemunhas também relataram que a vítima era moradora de Monte do Carmo. Informações preliminares indicam que ele atuava como agiota, emprestando dinheiro a juros, dado que também será considerado no andamento das investigações.
A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na identificação do autor podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia.
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Fonte: AF Noticias
