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Homem investigado por estupro de vulnerável em praia de Palmas se apresenta à polícia

Notícias de Palmas  O homem investigado por um possível caso de estupro de vulnerável registrado na Praia da Graciosa, em Palmas, apresentou-se à Polícia Civil na noite de segunda-feira (16). Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele foi ouvido pela delegada plantonista e vai responder em liberdade. O nome do suspeito não foi divulgado.

O suposto crime teria ocorrido no domingo (15), em frente à unidade da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) instalada na praia. Nas imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver um homem deitado atrás de uma mulher que aparenta estar embriagada e tenta afastá-lo.

A Polícia Civil instaurou inquérito após a divulgação do vídeo, que mostra a abordagem em circunstâncias consideradas suspeitas. Parte das imagens indica, inclusive, que a gravação teria sido feita de dentro da base da própria GMP.

“A partir do momento em que tomamos ciência das imagens, determinamos imediatamente a abertura de inquérito para apurar os fatos, identificar os envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias”, informou a SSP em nota.

Diante da repercussão, a Prefeitura de Palmas anunciou a abertura de uma sindicância administrativa para apurar a conduta dos servidores públicos que estavam no local no momento do ocorrido. A medida foi determinada pelo gabinete do prefeito Eduardo Siqueira Campos e pelo comando da Guarda Metropolitana.

“A sindicância vai apurar a responsabilidade dos servidores públicos na condução do fato relacionado a atos libidinosos registrados na Praia da Graciosa”, informou a Prefeitura.

Segundo a SSP, “todo ato sexual praticado contra pessoa que não tenha capacidade de defesa ou discernimento se enquadra como estupro de vulnerável”. A pasta ressaltou ainda a gravidade da ocorrência. “Se confirmados os fatos, trata-se de crime hediondo e inafiançável”, destacou o órgão. A polícia também investiga se houve omissão ou falha na atuação de agentes públicos.

A Secretaria alertou ainda para a responsabilização de quem compartilha o conteúdo. “O compartilhamento das imagens com o objetivo de expor, ridicularizar ou criticar a vítima pode configurar crime de divulgação de cena de intimidade sexual, previsto no Código Penal”, reforçou a SSP.

Fonte: AF Noticias