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Mãe e filha realizam juntas o sonho da Medicina e estudam na mesma turma em faculdade do Tocantins

Uma história de dedicação, superação e laços familiares vem chamando a atenção em Araguaína, no norte do Tocantins. Mãe e filha conquistaram juntas a aprovação no curso de Medicina e hoje compartilham não apenas o mesmo sonho profissional, mas também a mesma sala de aula.

Adriana Coelho de Almeida Dias, de 46 anos, já possui uma carreira consolidada como fonoaudióloga, formada desde o ano 2000 pela Faculdade Católica de Goiânia. Mesmo após anos de atuação profissional, ela decidiu retomar um antigo objetivo pessoal: cursar Medicina, um sonho que precisou ser adiado ao longo da vida devido às circunstâncias pessoais e profissionais.

Ao mesmo tempo, sua filha, Beatriz Almeida Dias, de apenas 18 anos, também decidiu seguir o caminho da área da saúde. A jovem foi aprovada no vestibular ainda durante o terceiro ano do ensino médio, demonstrando foco e maturidade precoce na busca pela carreira médica.

Para garantir sua matrícula antes da conclusão formal do ensino médio, foi necessário o ajuizamento de um mandado de segurança. A medida judicial teve decisão favorável, permitindo que Beatriz ingressasse regularmente no curso superior após a comprovação de sua aprovação.

O que torna a história ainda mais incomum é que mãe e filha foram aprovadas no mesmo processo seletivo da Faculdade de Ciências do Tocantins (FACIT), referente ao segundo semestre de 2025. Hoje, elas frequentam a mesma turma, no mesmo período, compartilhando a rotina intensa de estudos, provas e atividades práticas típicas da formação médica.

Segundo familiares, a convivência acadêmica tem fortalecido ainda mais o vínculo entre as duas, que agora dividem também os desafios da graduação, a preparação para avaliações e os momentos marcantes da vida universitária, como a tradicional cerimônia do jaleco — etapa simbólica para estudantes de Medicina.

Histórias como a de Adriana e Beatriz são consideradas raras no país, especialmente pelo fato de mãe e filha estudarem simultaneamente na mesma turma de um curso tradicionalmente concorrido como Medicina.

Mais do que uma coincidência, o caso representa a união de diferentes gerações em torno do conhecimento, mostrando que não existe idade limite para recomeçar e que sonhos podem ser perseguidos em qualquer fase da vida.

A trajetória das duas se transforma, assim, em um exemplo inspirador de persistência, incentivo familiar e busca pela realização pessoal e profissional.

Fotos da cerimônia do jaleco e das estudantes estão disponíveis. As personagens também estão à disposição para entrevistas.