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Pai de adolescente mandou matar homem que tinha relacionamento com a filha, diz polícia

Notícias do Tocantins – A Polícia Civil do Tocantins desvendou, após quase quatro anos de investigação, o homicídio que vitimou Felisma Pereira Neco, de 45 anos, na zona rural de Divinópolis, em 5 de junho de 2022. Segundo o delegado Bruno Monteiro Baeza, a investigação permitiu esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar o executor e o mandante, e revelar a motivação: a vítima foi morta por ter um relacionamento com uma adolescente, cujo pai era terminantemente contrário ao namoro.

“Logo após o homicídio, iniciamos as investigações e conseguimos elucidar todo o fato. Constatamos que o crime foi praticado mediante uma emboscada, onde a vítima foi atraída e alvejada com tiros de espingarda”, explicou o delegado Baeza.

Motivação e contratação do executor

As apurações mostraram que, apesar da diferença de idade, a adolescente já havia passado da idade legal de consentimento e não há indícios de abuso por parte da vítima. O pai da jovem, contrário ao relacionamento, teria contratado L.S.M., de 29 anos, oferecendo uma motocicleta avaliada em R$ 3 mil para que cometesse o assassinato.

Após o acordo, o namorado da garota foi atraído para um local ermo, próximo a uma fazenda, onde foi executado com tiros de espingarda. Tanto o mandante quanto o executor fugiram imediatamente após o crime e passaram a ser considerados foragidos.

Prisão do executor

Após intenso trabalho investigativo, os policiais civis da 55ª DP descobriram que L.S.M. estava escondido na cidade de Caseara. Na manhã desta segunda-feira (6), ele foi localizado e preso, sendo conduzido à 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Paraíso, e, após os procedimentos legais, recolhido à Unidade Penal Regional, onde aguardará manifestação da Justiça. O mandante do crime segue foragido e é procurado pela polícia.

Compromisso da Polícia Civil

O delegado Baeza destacou que a prisão do executor reforça o comprometimento da Polícia Civil com a investigação criminal e a elucidação dos fatos. “Desde o cometimento do crime, não poupamos esforços para identificar os autores e esclarecer todas as circunstâncias. A prisão traz conforto à família da vítima e oferece uma resposta à comunidade de Divinópolis, que confia no trabalho da Polícia Civil do Tocantins”, afirmou.

Fonte: AF Noticias