Prazo eleitoral provoca baixa no governo: secretários deixam cargos para disputar eleições
Notícias do Tocantins – Em um movimento estratégico que evidencia o início da corrida eleitoral de 2026 no Tocantins, vários membros do primeiro escalão do governo estadual começaram a pedir exoneração de seus cargos a partir desta terça-feira (31 de março). Ao todo, cinco secretários, um dirigente de autarquia e um secretário executivo deixam oficialmente seus cargos para disputar as eleições de outubro, cumprindo o prazo legal de desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado (4).
As exonerações atingem diretamente áreas-chave da gestão e evidenciam o avanço da base governista na montagem de chapas competitivas, especialmente dentro do Republicanos, partido liderado no estado pelo governador Wanderlei Barbosa.
VAGA PARA FEDERAL
Entre os nomes de maior peso está o secretário da Educação, Fábio Pereira Vaz, que entra na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. No mesmo caminho está Atos Gomes, que deixa a Secretaria de Esportes e Juventude, reforçando a nominata federal da sigla. Outro movimento de impacto é a saída do comandante-geral da Polícia Militar, Márcio Barbosa, que também mira uma vaga de deputado federal.
VAGA PARA ESTADUAL
Na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa, a secretária da Governadoria, Kátia Chaves, deixa o cargo para concorrer como deputada estadual, assim como o secretário extraordinário de Políticas de Governo Descentralizadas, Wellington Ferreira de Medeiros, o Pastor Wellington. Completa a lista o secretário executivo da Indústria, Comércio e Serviços, Elenil da Penha, que igualmente entra na corrida por uma vaga no Legislativo estadual.
UNIÃO BRASIL
A movimentação não se restringe ao Republicanos. Pelo União Brasil, também deixam seus cargos o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), professor Adriano Rodrigues, pré-candidato a deputado estadual, e o secretário extraordinário de Ações Governamentais, Lázaro Botelho, que disputará uma vaga na Câmara Federal.
Nos bastidores do Palácio Araguaia, a série de desincompatibilizações é vista como parte de uma engenharia política para fortalecer a base aliada nas eleições de outubro. A expectativa é de novas mudanças no primeiro e segundo escalões nos próximos dias, tanto para acomodar os substitutos quanto para garantir a continuidade administrativa em meio ao avanço do calendário eleitoral.
Fonte: AF Noticias
