Professores paralisam atividades em Palmas e cobram pagamento de direitos
Notícias de Palmas – Profissionais da Rede Municipal de Educação de Palmas paralisaram as atividades nesta quarta-feira (26/11) em protesto contra o atraso no pagamento de direitos da categoria. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) Regional Palmas, reuniu servidores em frente ao Colégio São Francisco, na Avenida JK, e seguiu em caminhada até a Prefeitura.
Segundo o sindicato, cerca de 60 unidades de ensino aderiram ao movimento. A paralisação foi aprovada em assembleia no dia 14, com a participação de aproximadamente 600 trabalhadores, que também deliberaram pelo estado de greve. As principais reivindicações são o pagamento da data-base de 2024 e 2025 e a implementação do reajuste do piso do magistério para 2025.
Para a presidenta do Sintet Regional Palmas, Rose Marques, a manifestação é um alerta ao poder público. “Sem valorização da carreira e com os nossos salários sem correção, estamos perdendo poder de compra. Não vamos nos calar diante dos retrocessos”, afirmou.
Nas redes sociais, servidores reforçaram a insatisfação com a gestão municipal. “Foi pra isso que fomos pra rua: pra essa gestão nos respeitar. Data-base de 2024 e 2025 com os retroativos”, escreveu uma professora. Outra publicação criticou o atraso nos pagamentos: “Prefeito Eduardo, respeite nossos direitos! Queremos nosso piso e a data-base!”
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Palmas afirmou que grande parte das demandas já está sendo atendida e garantiu que progressões, titularidade, escolaridade e a implementação do Piso Nacional do Magistério serão pagos na folha de novembro, prevista para ser creditada nesta sexta-feira (28/11).
Sobre a data-base, a gestão informou que está marcada para o mesmo dia uma reunião com os sindicatos para discutir a possibilidade de redefinir o mês de referência para setembro. Segundo o município, a mudança permitiria “estabelecer um índice factível para a gestão e que possa ser aceito pelos sindicatos”.
A prefeitura também demonstrou preocupação com a perda do dia letivo e disse ter orientado a Secretaria da Educação quanto à reposição das aulas.
“Respeitaremos sempre a luta dos trabalhadores pelos seus direitos, mas defendendo que a mesa de negociações é o local mais adequado para se chegar a acordos possíveis”, finaliza a nota.
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Fonte: AF Noticias
