Secretaria de Mulheres do PT cobra punição rigorosa por estupro filmado e omissão de agentes
Notícias de Palmas – A Secretaria de Mulheres do PT Tocantins manifestou “profunda indignação” diante do caso de suposto estupro e da filmagem do ato ocorrido no último dia 15 de fevereiro, na Praia da Graciosa, em Palmas.
Por meio de nota, a secretaria afirma que a violência foi praticada contra uma mulher “em situação de extrema vulnerabilidade”, em espaço público e nas proximidades de uma base da Guarda Metropolitana, o que, segundo o grupo, torna os fatos “ainda mais graves e alarmantes”.
A entidade também demonstrou preocupação com as suspeitas de que o crime tenha sido registrado em vídeo, com possível participação ou conivência de agentes públicos. Para a secretaria, caso essa hipótese seja confirmada, a situação configuraria “não apenas um crime hediondo, mas também uma inaceitável quebra do dever funcional e da confiança da sociedade nas instituições”.
“É inadmissível que mulheres sigam sendo violentadas em espaços públicos, expostas, humilhadas e transformadas em objeto de espetáculo. Mais grave ainda é qualquer indício de omissão ou conivência de quem tinha o dever legal de agir para impedir o crime”, diz trecho da nota.
No documento, a secretaria sustenta que o episódio evidencia o que classifica como duas “faces perversas do sistema patriarcal”, descrito como uma conveniência social entre homens para manutenção de poder, e a objetificação sexual dos corpos das mulheres.
Segundo a manifestação, se confirmadas as suspeitas, os agentes públicos envolvidos “além de terem sido coniventes e não impedirem a violência, promoveram o crime ao filmarem e ridicularizarem a vítima”.
Ao final, o grupo cobra celeridade nas investigações conduzidas pela Polícia Civil do Tocantins e também na sindicância interna aberta no âmbito da Guarda Metropolitana de Palmas. A secretaria exige ainda que, caso seja confirmada a participação de servidores públicos na filmagem, haja exoneração dos envolvidos.
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Entenda o caso
O caso veio à tona após a divulgação, nas redes sociais, de vídeos que mostram um homem deitado atrás de uma mulher com sinais visíveis de embriaguez na Praia da Graciosa, em Palmas, no último dia 15 de fevereiro. Nas imagens, a vítima aparenta tentar afastar o suspeito.
Parte do material indica que a gravação teria sido feita nas proximidades – e possivelmente de dentro – da base da Guarda Metropolitana instalada no local, o que gerou questionamentos sobre eventual omissão de agentes públicos.
A Polícia Civil do Tocantins instaurou inquérito para apurar o caso como estupro de vulnerável, já que a vítima aparentava incapacidade de defesa. O homem que aparece nas imagens apresentou-se à delegacia, foi ouvido e responde à investigação em liberdade.
Paralelamente, a Prefeitura de Palmas abriu sindicância administrativa e afastou cautelarmente três guardas metropolitanos que estavam de plantão no dia da ocorrência. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) para acompanhamento.
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Fonte: AF Noticias
