Sonho da casa própria vira impasse após problemas no Parque do Lago 3, em Araguaína
Notícias de Araguaína – A entrega de 126 unidades habitacionais do Residencial Parque do Lago 3, realizada no dia 10 de dezembro pela Prefeitura de Araguaína, em parceria com a Caixa Econômica Federal e a construtora M21, tem provocado insatisfação e apreensão entre parte dos futuros moradores. O empreendimento integra o programa federal Minha Casa, Minha Vida e é destinado a famílias da Faixa 2, com renda mensal entre R$ 1,4 mil e R$ 8 mil.
Após a cerimônia oficial, diversas famílias se recusaram a receber os imóveis ao identificarem problemas de acabamento em várias unidades. Conforme previsto em contrato, a responsabilidade pela correção dessas irregularidades é da construtora M21, que deve executar os reparos necessários para a conclusão das obras e posterior liberação definitiva das casas aos proprietários.
Segundo relatos dos beneficiários, no entanto, até o momento não houve avanços concretos na solução das pendências. A situação tem gerado frustração e prejuízos às famílias, que planejavam se mudar logo após a entrega oficial, mas permanecem impedidas de ocupar os imóveis em razão das condições consideradas inadequadas para moradia.
Outro ponto de insatisfação é a continuidade da cobrança da taxa de obra. Os futuros moradores afirmam que as casas estavam prontas desde outubro e argumentam que, pelas regras do financiamento habitacional, a taxa deveria ser cobrada apenas durante o período de construção. Apesar disso, a cobrança segue sendo realizada, o que tem ampliado o impacto financeiro sobre as famílias, muitas delas arcando simultaneamente com aluguel e a taxa de obra.
Diante do impasse, os beneficiários cobram uma resposta imediata da construtora M21, com a definição de prazos claros para a realização dos reparos, a entrega definitiva dos imóveis e esclarecimentos objetivos sobre a cobrança da taxa de obra. Para as famílias, o sonho da casa própria não pode se transformar em insegurança, endividamento e sensação de descaso.
Os moradores também esperam o acompanhamento de órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, além da atuação da Prefeitura de Araguaína, para garantir o cumprimento dos contratos e o respeito aos direitos das famílias contempladas pelo programa habitacional.
O que diz a construtora?
Em nota enviada ao Portal AF Notícias, a construtora M21 informou que está acolhendo todas as demandas apresentadas pelos clientes durante o processo de vistoria das unidades do Residencial Parque do Lago 3, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa 2.
De acordo com a empresa, após a conclusão das obras, cada beneficiário é convocado para realizar a vistoria do imóvel. Quando a vistoria é aprovada, o laudo é assinado e a casa é entregue. Nos casos em que o morador aponta a necessidade de adequações, a construtora afirma que assume integralmente os ajustes e realiza a entrega somente após a execução dos reparos. O prazo para a nova entrega, segundo a M21, varia conforme a quantidade de intervenções necessárias, sendo o cliente oficialmente informado. Após esse processo, é realizada uma vistoria complementar junto ao morador.
A construtora esclareceu ainda que o prazo contratual firmado com a Caixa Econômica Federal para a entrega das 126 unidades do Parque do Lago 3 é maio de 2026, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Segundo a empresa, o cronograma foi antecipado e a entrega ocorreu em dezembro de 2025 para os clientes que aprovaram as vistorias.
Sobre a cobrança da taxa de obra, a M21 informou que a cobrança é feita pela Caixa Econômica Federal e está prevista em contrato. Conforme a construtora, a taxa permanece sendo aplicada até a conclusão de todos os trâmites burocráticos, como averbação, licenças e emissão do Habite-se. Após a finalização dessas etapas, a cobrança deixa de ocorrer para as unidades devidamente regularizadas.
Por fim, a M21 destacou que mantém uma atuação baseada em relacionamento respeitoso e transparente com seus clientes, afirmou permanecer à disposição para esclarecimentos e resolução das demandas e ressaltou a credibilidade construída no mercado imobiliário de Araguaína.
Fonte: AF Noticias
