Museu do Jardim Botânico homenageia professora indígena do Tocantins em exposição no Rio
Notícias do Tocantins – A força da mulher indígena do Tocantins ganhou destaque nacional em uma das principais vitrines culturais e ambientais do país. A professora Maria Aparecida Apinajé, integrante do povo Apinajé, é uma das lideranças homenageadas na exposição “BioOCAnomia Amazônica”, em cartaz no Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
Maria Aparecida faz parte da brigada feminina indígena Pêp Apinajé, considerada a primeira formada exclusivamente por mulheres indígenas para atuar na proteção da floresta amazônica. A presença dela na mostra leva o nome do Tocantins para um debate nacional sobre biodiversidade, saberes ancestrais, bioeconomia e defesa dos territórios tradicionais.
A exposição apresenta trajetórias de lideranças da Amazônia Legal que atuam na proteção da floresta e na valorização dos conhecimentos tradicionais. No caso da professora tocantinense, o reconhecimento destaca o protagonismo das mulheres indígenas na linha de frente contra queimadas, desmatamento e outras ameaças ambientais.
Com entrada gratuita, a mostra “BioOCAnomia Amazônica” chegou ao Museu do Jardim Botânico em 4 de junho e segue aberta ao público até 3 de novembro de 2026. Concebida pelo SESI Lab, a exposição é inédita no Rio de Janeiro e propõe uma experiência imersiva sobre bioeconomia, biodiversidade, inovação e conservação ambiental.
A mostra está organizada em cinco áreas temáticas: “A floresta e o mundo”, “Saberes amazônicos”, “Bioeconomia”, “Indústria e inovação” e “Direitos da floresta”. O percurso convida o visitante a refletir sobre a Amazônia como um bioma fundamental para o equilíbrio climático global, mas também marcado por disputas, desigualdades, desmatamento, queimadas, mineração e efeitos das mudanças climáticas.
Toda a cenografia foi desenvolvida com materiais sustentáveis, incluindo chapas plásticas recicladas e subprodutos da agroindústria. A proposta une ciência, tecnologia, educação ambiental e valorização dos saberes transmitidos entre gerações.
Para a gerente técnica do Museu do Jardim Botânico, Grazielle Giacomo, receber a exposição reforça o papel do espaço como ambiente de reflexão sobre biodiversidade, conservação e futuro.
“O Museu do Jardim Botânico tem como uma de suas vocações promover reflexões sobre biodiversidade, conservação e futuro. Receber a ‘BioOCAnomia Amazônica’ reforça esse compromisso ao aproximar o público de debates urgentes sobre desenvolvimento sustentável e valorização dos saberes tradicionais, por meio de uma experiência sensorial, educativa e acessível”, afirmou.
A superintendente de cultura do SESI, Cláudia Ramalho, destacou que a chegada da exposição ao Rio de Janeiro amplia o alcance de debates essenciais para o país. “Levar uma exposição que fala sobre bioeconomia para outras regiões amplia o alcance de discussões fundamentais sobre o desenvolvimento sustentável, ciência, inovação e preservação ambiental”, explicou.
O desenvolvimento da exposição contou com um comitê curatorial formado por consultores especializados, cientistas de universidades do Amazonas e do Pará, além da participação do Instituto Amazônia+21, dos Institutos SENAI de Inovação e da Gerência Executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A itinerância da mostra também recebeu recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
A realização da mostra no Rio de Janeiro integra o projeto SESI Lab Itinerante, criado para ampliar o acesso às exposições e ações educativas do museu em diferentes regiões do país. A proposta é aproximar novos públicos de experiências culturais, científicas e educativas.
Serviço
BioOCAnomia Amazônica
Local: Museu do Jardim Botânico
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Visitação: de 4 de junho a 3 de novembro de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira, das 10h às 18h, com última entrada às 17h
Entrada: gratuita
O espaço conta com bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção. Também é permitida a entrada de veículos para embarque e desembarque de pessoas com dificuldade de locomoção.
Sobre o Museu do Jardim Botânico
O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é do idg. Inaugurado em março de 2024, o espaço apresenta ao público exposições, conteúdos interativos e programação cultural ligados à pesquisa e à conservação da flora brasileira, com base no trabalho do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Sobre o SESI Lab
O SESI Lab é um museu interativo que conecta arte, ciência e tecnologia em Brasília. O espaço reúne exposições permanentes e temporárias, festivais, oficinas, workshops, cinema, residências artísticas e atividades ligadas à cultura maker, sempre com foco em experiências educativas, criativas e inovadoras.
Instalado em um edifício projetado por Oscar Niemeyer, no coração da capital federal, o SESI Lab atua como um espaço de difusão democrática do conhecimento, aproximando ciência, cultura e tecnologia de públicos de diferentes regiões do país.
Sobre o idg
Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. A instituição implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.
Fonte: AF Noticias

