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Criança com dengue teria sido atendida várias vezes antes de transferência urgente; MPTO abre apuração criminal

Notícias do Tocantins – O Ministério Público do Tocantins (MPTO) mantém uma apuração criminal sobre possível negligência médica no atendimento de uma criança que posteriormente foi diagnosticada com dengue em Araguatins, no norte do estado.

A decisão que esclarece o andamento do caso foi assinada em 27 de julho e publicada na terça-feira (28), na edição nº 2440 do Diário Oficial Eletrônico do MPTO.

A denúncia foi apresentada à Ouvidoria do Ministério Público pela mãe do paciente. Para preservar a criança, o nome do menor não será divulgado.

Segundo o relato, o menino apresentava febre alta, dores abdominais e dor de cabeça. A mãe afirmou que já havia procurado atendimento entre quatro e cinco vezes e que a hipótese inicial apresentada pelos profissionais foi de infecção intestinal.

A criança teria sido medicada com antibiótico injetável, sem que fossem realizados exames capazes de confirmar o diagnóstico. 

Quadro teria piorado

A mãe relatou que o estado de saúde do filho piorou durante a internação. Diante da situação, ela insistiu na realização de novos exames em outro laboratório. Os resultados teriam indicado dengue.

Após a confirmação, a criança foi encaminhada com urgência ao Hospital Regional de Augustinópolis, sob o risco de evolução para um quadro mais grave da doença.

A denúncia também menciona tratamento considerado inadequado por parte de profissionais da unidade e preocupação da família com uma possível demora na identificação da dengue. 

Apuração criminal

A 2ª Promotoria de Justiça de Araguatins arquivou a parte administrativa da notícia de fato porque a 1ª Promotoria já havia iniciado uma investigação criminal sobre a conduta dos profissionais envolvidos.

De acordo com o documento, a apuração busca esclarecer uma possível atuação culposa de profissional médico. 

O arquivamento da notícia de fato não significa que o caso foi encerrado. A análise prossegue na esfera criminal, considerada pelo MPTO a mais adequada para investigar as circunstâncias do atendimento, os diagnósticos realizados, a necessidade dos exames e a transferência para Augustinópolis.

Não existe, até o momento, conclusão de que tenha ocorrido negligência ou crime. O diário oficial também não informa a identidade do profissional investigado nem apresenta a manifestação da direção do hospital ou da Prefeitura de Araguatins.

    Fonte: AF Noticias