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MPTO investiga cobrança de R$ 5 em CMEI de Palmas; Educação não respondeu a três ofícios

Notícias do Tocantins – O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um inquérito civil para investigar uma suposta cobrança de R$ 5 no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Mundo Feliz, em Palmas. A taxa seria exigida para emissão da segunda via da carteirinha utilizada na liberação das crianças. O órgão também apura a falta de resposta da Secretaria Municipal de Educação (Semed) a três requisições de esclarecimentos.

Segundo a Portaria nº 6.206/2026, publicada no Diário Oficial do MPTO na sexta-feira (9), a investigação teve origem em denúncias anônimas encaminhadas à Ouvidoria do órgão.

Os relatos apontam que o pagamento de R$ 5 seria exigido via Pix, com indicação de uma chave vinculada a CNPJ. Conforme a denúncia, a cobrança estaria relacionada à autorização para retirada das crianças da unidade escolar.

A situação levantou questionamentos sobre possível violação ao princípio constitucional da gratuidade do ensino público.

Semed deixou três ofícios sem resposta

Um dos pontos destacados pelo Ministério Público é a ausência de esclarecimentos da Secretaria Municipal de Educação.

Conforme a portaria, a Semed foi procurada oficialmente em três ocasiões, nos dias 12 de março, 6 de abril e 6 de julho de 2026, mas não apresentou as informações solicitadas até a instauração do inquérito.

O Ministério Público registrou que a falta de resposta prejudicou a apuração inicial, mesmo após advertência sobre a possibilidade de adoção de medidas judiciais e extrajudiciais.

MP quer identificar responsáveis e destino do dinheiro

Com a abertura do inquérito, o promotor de Justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira determinou novas diligências.

A Semed deverá apresentar, no prazo de dez dias úteis após o recebimento da requisição, informações sobre quem teria instituído ou autorizado a cobrança, além de esclarecer se existem práticas semelhantes em outras unidades municipais de ensino.

O CMEI Mundo Feliz também deverá informar se houve cobrança, identificar a conta bancária ou chave Pix utilizada e esclarecer a destinação dos valores eventualmente arrecadados.

O Ministério Público poderá adotar outras providências, incluindo recomendação administrativa, termo de ajustamento de conduta ou ação civil pública, conforme o resultado da investigação. 

A instauração do inquérito não significa que a cobrança tenha sido comprovada. O procedimento busca esclarecer a denúncia e verificar eventual responsabilidade dos envolvidos.

O caso tramita sob o número 2026.0002379, na 10ª Promotoria de Justiça da Capital.

Fonte: AF Noticias