Desenhada à mão, órtese criada por acadêmicos ajuda na reabilitação de criança em Araguaína
Notícias de Araguaína – Uma iniciativa de estudantes de Fisioterapia está contribuindo para a reabilitação de uma criança diagnosticada com neuropatia, condição que afeta o funcionamento dos nervos.
Os acadêmicos desenvolveram uma órtese pediátrica personalizada, feita sob medida para atender às necessidades do paciente acompanhado pelo Hospital Municipal de Araguaína (HMA).
O dispositivo foi entregue em setembro e representa uma solução adaptada ao quadro clínico da criança, com o objetivo de auxiliar na recuperação de movimentos, melhorar a funcionalidade da mão e favorecer sua autonomia nas atividades cotidianas.
A iniciativa partiu de estudantes do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (Unitpac), que realizam estágio curricular obrigatório no hospital, administrado pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC).
Durante o acompanhamento fisioterapêutico, os acadêmicos identificaram a necessidade de um dispositivo específico para o paciente. Sob a orientação da fisioterapeuta responsável pelo estágio, decidiram desenvolver uma órtese personalizada, considerando as características anatômicas e as limitações funcionais da criança.
Da folha de papel à órtese personalizada
O processo começou de maneira simples, mas cuidadosa. Os estudantes desenharam à mão, em uma folha de papel, o contorno da mão da criança e fizeram registros fotográficos para orientar a modelagem do dispositivo.
Com as medidas e o molde inicial, os acadêmicos procuraram a oficina de órteses e próteses do Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Araguaína, onde já haviam realizado estágio no semestre anterior.
Na oficina, a órtese foi confeccionada em PVC (policloreto de vinila), seguindo as medidas e especificações levantadas pela equipe.
O resultado foi um dispositivo que se encaixou perfeitamente na mão da criança, sem necessidade de ajustes adicionais durante a adaptação realizada no hospital.
Reabilitação e formação profissional
Além de atender a uma necessidade específica do paciente, a experiência demonstra como a integração entre instituições de ensino e unidades de saúde pode contribuir diretamente para a assistência à população.
O acompanhamento fisioterapêutico realizado no HMA busca melhorar a capacidade funcional dos pacientes, proporcionando mais autonomia e qualidade de vida.
Para os estudantes, a iniciativa também representou a oportunidade de aplicar conhecimentos adquiridos durante a graduação na busca de uma solução prática para um desafio encontrado no atendimento hospitalar.
A órtese personalizada passa a integrar o processo de reabilitação da criança, com a finalidade de oferecer suporte à mão e favorecer sua funcionalidade nas atividades do dia a dia.
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Fonte: AF Noticias
