DestaqueEstado

Sem recursos, hospitais privados deixam de receber novos pacientes do SUS em UTIs no Tocantins

Notícias do Tocantins – A crise financeira enfrentada pelos hospitais privados que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins chegou a um ponto crítico. A partir desta quarta-feira (21/10), unidades afetadas pela falta de recursos deixam de admitir novos pacientes em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, neonatal e pediátrica, além de leitos de internação hospitalar. A situação também compromete a realização de procedimentos eletivos.

O alerta foi divulgado pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto), que classifica como insustentável a situação financeira enfrentada pelos prestadores da rede privada que atendem pacientes encaminhados pelo SUS.

Na prática, a restrição pode afetar diretamente pacientes que dependem de vagas hospitalares, inclusive aqueles que necessitam de cuidados intensivos.

Segundo o sindicato, a medida não representa uma suspensão voluntária dos atendimentos, mas decorre da impossibilidade financeira de assumir novos pacientes sem os recursos necessários para garantir assistência adequada.

Falta de recursos compromete funcionamento

O Sindesto explica que a manutenção dos serviços hospitalares depende de recursos contínuos para custear salários de profissionais, medicamentos, materiais, insumos e demais despesas essenciais ao funcionamento das unidades.

Sem condições financeiras suficientes, os estabelecimentos afirmam não conseguir assumir novas demandas com a estrutura e a segurança exigidas pela assistência hospitalar.

O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Sousa, reforçou a gravidade do cenário e cobrou providências urgentes para evitar o agravamento da crise.

“Não se trata de uma decisão dos hospitais de deixar de atender, mas de uma impossibilidade financeira real. Os estabelecimentos precisam de recursos para manter suas estruturas, pagar profissionais e adquirir os insumos necessários. Sem essas condições, não é possível assumir novos pacientes com a segurança e a responsabilidade que a assistência à saúde exige”, afirmou.

Risco de agravamento da crise

A restrição à admissão de novos pacientes em leitos de terapia intensiva e internação representa um alerta para a rede pública de saúde, que depende de serviços contratados junto a estabelecimentos privados para complementar a assistência hospitalar.

A situação exige providências para restabelecer as condições de atendimento e evitar que pacientes que necessitam de internação ou procedimentos hospitalares sejam prejudicados.

Até o momento, o comunicado do sindicato não especifica quantos hospitais estão diretamente afetados nem o número de leitos atingidos pelas restrições.

Fonte: AF Noticias