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Prefeitura admite situação caótica em hospital, mas culpa gestão anterior pelo abandono

Notícias do Tocantins – Após a divulgação do relatório do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO), que apontou 24 irregularidades no Hospital Municipal de Pequeno Porte de Marianópolis, a Prefeitura se manifestou e atribuiu parte dos problemas estruturais e administrativos à gestão anterior, comandada pelo ex-prefeito Isaias Piagem.

Em nota, a administração do prefeito Saulo Barbosa afirmou que, após um minucioso levantamento interno, encontrou um cenário de “profundo abandono e descaso com a saúde pública” ao assumir o município. Segundo a gestão, o hospital e as unidades básicas de saúde teriam sido recebidos sem requisitos mínimos de segurança e regularidade.

De acordo com o comunicado, o Hospital de Pequeno Porte (HPP) e as UBSs teriam sido entregues à atual administração sem Alvará Sanitário e sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), além da ausência de extintores de incêndio.

“Um levantamento minucioso realizado pela atual administração municipal trouxe à luz um cenário de profundo abandono e descaso com a saúde pública em Marianópolis”, afirma a nota.

Prefeitura fala em herança de problemas estruturais

A manifestação foi divulgada cerca de um mês após o TCE apontar uma série de falhas na unidade hospitalar, incluindo denúncias de assédio moral, jornadas médicas de até 48 horas consecutivas, problemas no controle de medicamentos, ausência de farmacêutico em períodos críticos, ambulâncias em condições precárias e falta de documentos obrigatórios para funcionamento.

Ao comentar o cenário, a Prefeitura afirmou que parte dos problemas identificados pelos órgãos de controle seria reflexo de deficiências acumuladas ao longo dos anos.

A gestão também sustenta que encontrou o aparelho de raio-X do município quebrado e sem manutenção há pelo menos seis meses antes da mudança de governo.

Outro ponto destacado foi a existência de medicamentos vencidos armazenados nos estoques públicos.

Enquanto a população sofria com a falta de insumos, remédios adquiridos com dinheiro público perdiam a validade nas prateleiras por falta de gestão e controle”, diz o comunicado.

A administração acrescentou que os últimos meses têm sido dedicados à regularização de estruturas e serviços herdados da gestão anterior.

TCE apontou riscos à população

No relatório divulgado, os auditores do Tribunal de Contas identificaram uma série de situações consideradas graves no Hospital Municipal.

Entre os problemas apontados estão denúncias de assédio moral e institucional, ausência de farmacêutico durante plantões noturnos e aos fins de semana, armazenamento inadequado de medicamentos, ambulâncias com falhas mecânicas e estruturais, além de risco de incêndio e explosão na cozinha da unidade.

O documento também registra a ausência de alvarás obrigatórios e falhas relacionadas à transparência na divulgação de informações públicas.

Após a divulgação da auditoria, a Prefeitura anunciou a adoção de medidas administrativas para avaliação da estrutura hospitalar e apuração das denúncias.

Município promete regularização

Na nova manifestação, a administração municipal informou que segue trabalhando na regularização documental das unidades de saúde e na modernização dos equipamentos públicos.

Segundo a Prefeitura, o objetivo é evitar que situações como equipamentos essenciais fora de funcionamento e medicamentos vencidos voltem a ocorrer.

O objetivo é garantir que episódios de descaso, como o de encontrar medicamentos vencidos e equipamentos vitais parados, não voltem a se repetir na história do município”, conclui a nota.

Fonte: AF Noticias