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Tio é condenado a 65 anos de prisão por abusar sexualmente de três sobrinhas na região de Araguaína

Notícias de Araguaína – Um homem de 45 anos foi condenado por estupro de vulnerável cometido contra três sobrinhas na região de Araguaína. Segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), os crimes ocorreram de forma reiterada ao longo de vários anos, quando as vítimas ainda eram crianças e adolescentes.

A Justiça determinou o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado e manteve a prisão preventiva do condenado, preso desde março de 2026. O tempo total da pena soma mais de 65 anos de prisão.

De acordo com o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro, da 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína, uma das vítimas tinha 10 anos quando sofreu o primeiro abuso, em 2016. A segunda foi violentada entre os 9 e os 14 anos, enquanto a terceira sofreu abusos repetidos entre os 7 e os 9 anos.

Os crimes começaram a ser revelados somente em 2026. Conforme as informações apresentadas no processo, as vítimas decidiram contar o que havia acontecido após ouvirem o relato de outra criança da família, que também teria sofrido abuso sexual praticado por uma pessoa diferente.

Segundo a denúncia do MPTO, o homem se aproveitava da relação de parentesco, da confiança da família e da estrutura da chácara onde os crimes ocorreram para se aproximar das meninas sem despertar a atenção dos demais familiares.

Os abusos teriam começado com toques e evoluído para atos sexuais repetidos, principalmente durante os fins de semana.

Ainda conforme o Ministério Público, as vítimas desenvolveram quadros de ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem e prejuízos nas relações interpessoais em decorrência da violência sofrida durante a infância. Atualmente, elas recebem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição por insuficiência de provas e sustentou que os relatos poderiam ter sido influenciados por falsas memórias.

A tese foi rejeitada pela Justiça, que considerou consistentes os depoimentos prestados pelas vítimas por meio de escuta especializada. Laudos periciais também apontaram lesões compatíveis com os abusos relatados.

Além da pena de prisão, a Justiça acolheu pedido do Ministério Público e fixou indenizações por danos morais às três vítimas. Os valores somam R$ 13 mil.

Fonte: AF Noticias