Médico de Araguaína é indiciado por importunação sexual contra enfermeira no local de trabalho
Notícias de Araguaína – Um médico de 64 anos foi apontado pela Polícia Civil como autor de um caso de importunação sexual contra uma enfermeira de 27 anos dentro do ambiente de trabalho, em Araguaína. O crime teria ocorrido em dezembro de 2025 e o inquérito foi concluído pela 26ª Delegacia de Polícia.
Segundo a investigação, o médico teria praticado atos de natureza sexual sem o consentimento da profissional. A enfermeira procurou a polícia e relatou o episódio, dando início à apuração do caso. A polícia não divulgou o nome do médico.
Durante o inquérito, os investigadores ouviram a vítima, testemunhas e pessoas próximas a ela. Conforme a Polícia Civil, os depoimentos confirmaram pontos centrais da denúncia e demonstraram o forte abalo emocional apresentado pela enfermeira logo após o ocorrido.
Em interrogatório, o médico negou as acusações e sustentou que a denúncia teria sido motivada por questões profissionais. A versão, no entanto, não afastou os elementos reunidos ao longo da investigação. Para a Polícia Civil, o conjunto de provas é consistente quanto à ocorrência do crime e à autoria atribuída ao investigado.
Responsável pelo caso, o delegado Luís Gonzaga da Silva Neto afirmou que a denúncia da vítima e a colaboração das testemunhas foram decisivas para o esclarecimento dos fatos.
“A conclusão deste inquérito reafirma o compromisso da Polícia Civil em combater com rigor crimes contra a dignidade sexual, especialmente em ambientes profissionais, onde hierarquia ou autoridade não podem servir de salvo-conduto para abusos. A coragem da vítima em denunciar e a colaboração das testemunhas foram fundamentais para o êxito da investigação”, declarou.
Com o encerramento do inquérito, o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão avaliar as medidas legais cabíveis.
A Polícia Civil orienta que vítimas de importunação sexual ou de outros crimes contra a dignidade sexual procurem uma unidade policial para registrar a ocorrência. O atendimento deve ser realizado com acolhimento e sigilo, conforme determina a legislação.
Fonte: AF Noticias

