AraguaínaDestaque

Após prisão de secretária, Eduardo Siqueira designa ex-gestora de Araguaína para a Saúde de Palmas

Notícias do Tocantins – Após a prisão da secretária municipal de Saúde de Palmas, o prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) designou a servidora Ana Paula dos Santos Andrade Abadia para responder interinamente pelo comando da Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

O ato foi publicado nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial do Município, poucas horas depois da operação da Polícia Civil que levou à prisão da titular da pasta, Dhieine Caminski, investigada por suspeitas de fraude em contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.

Pelo ato, Ana Paula passa a acumular a função de secretária interina da Saúde com o cargo que já ocupava como secretária executiva da Escola de Saúde Pública de Palmas.

A mudança ocorre sem que, até o momento, tenha sido publicada exoneração formal da gestora presa, o que mantém um cenário de indefinição administrativa na condução da pasta.

Experiência na saúde pública

O nome escolhido para assumir interinamente a Secretaria de Saúde tem trajetória consolidada na gestão pública do setor no Tocantins.

Ana Paula foi secretária municipal de Saúde de Araguaína por vários anos, entre 2020 e outubro de 2025, período em que comandou uma das maiores estruturas de saúde pública do estado. Antes disso, passou por cargos de direção e superintendência na rede municipal e também atuou no Hospital Regional de Araguaína.

Depois de deixar a gestão municipal, assumiu a Secretaria Executiva da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), durante o período em que Laurez Moreira esteve como governador interino do Tocantins.

Investigação que levou à prisão

A prisão da secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foi decretada no âmbito da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins.

A investigação apura supostas irregularidades no contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, firmado no valor de R$ 139,1 milhões para gestão dos serviços de urgência e emergência na capital.

Segundo as apurações, o esquema investigado envolve suspeitas de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção e lavagem de dinheiro, com possível manipulação de informações em processos administrativos para viabilizar a contratação e execução do contrato.

Além de Dhieine Caminski e Andreis Vicente da Costa, a operação também teve como alvo a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada como suposta intermediadora do contrato junto à empresa responsável pela gestão dos serviços.

A Justiça ainda determinou medidas no âmbito da investigação enquanto a Polícia Civil analisa documentos, contratos, fluxos administrativos e a atuação de intermediários na formalização do modelo de terceirização das UPAs de Palmas.

Fonte: AF Noticias