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Cão policial K9 Raio morre aos 11 anos e deixa legado no combate ao crime no Tocantins

Notícias de Gurupi – Depois de anos farejando drogas, localizando armas, ajudando na captura de suspeitos e encantando crianças e idosos, o K9 Raio encerrou uma trajetória que marcou a história do Canil da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar do Tocantins (4º BPM).

O cão policial, da raça pitbull, morreu com aproximadamente 11 anos. Raio foi submetido à eutanásia nesta segunda-feira (24/08), após sofrer complicações causadas pela leishmaniose.

Segundo o policial rodoviário federal João Eudes, que cuidava de Raio desde a aposentadoria, o animal já estava bastante debilitado pela doença.

Tripla aptidão

Raio destacou-se no trabalho policial pela chamada tripla aptidão. Além de atuar na busca por drogas e armas, o cão era empregado na captura de suspeitos escondidos em áreas de mata e participava de ações sociais e educativas.

De acordo com a equipe do Canil da Força Tática, Raio contribuiu para apreensões que ultrapassam três toneladas de drogas. Também ajudou na localização de diversas armas e na captura de infratores.

O cão participou ainda de operações conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Polícia Civil, tornando-se presença constante em ações integradas de combate à criminalidade.

Das operações ao contato com o público

Mesmo treinado para atuar em situações de risco, Raio era conhecido pelo comportamento dócil e pela facilidade de interação com as pessoas. Essa característica permitiu que o pitbull também participasse de atividades voltadas a crianças e idosos.

Nas ações sociais, o cão policial ajudava a aproximar as forças de segurança da comunidade e mostrava uma face diferente daquela vista durante as operações.

Quatro anos na linha de frente

Raio chegou ao Canil da Força Tática quando tinha cerca de quatro anos e permaneceu em atividade por aproximadamente quatro anos. Aos oito, foi aposentado, idade considerada usual para o encerramento do trabalho de cães policiais.

A aposentadoria permite que esses animais deixem a rotina operacional ainda em boas condições de saúde e vivam os anos seguintes sob os cuidados de um tutor.

Depois de se despedir do serviço policial, Raio foi entregue ao policial rodoviário federal João Eudes, que permaneceu responsável pelo animal até a morte.

Despedida e memorial

A última homenagem a Raio foi prestada pela equipe do Canil da Força Tática. Em seguida, o cão foi levado à Associação Vitória dos Bichos e, posteriormente, sepultado em uma área reservada do próprio canil, em Gurupi.

A previsão é de que um memorial seja construído no local. A homenagem pretende preservar a memória do pitbull que deixou sua marca nas operações policiais, nas ações sociais e na história da unidade.

Raio participou de várias apreensões de drogas em serviço.

Cachorro atuou por oito anos na Força Tática do 4º BPM em Gurupi.

Ao se aposentar do serviço, ele foi entregue ao PRF Eudes, para ficar sendo seu tutor.

Ele conviveu com a família do PRF durante seis anos.

Raio era um cão dócil e vivia tranquilamente com a família do policial.

Fonte: AF Noticias