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Celular passa 24 horas no fundo do Lago de Palmas e surpreende dono ao ligar normalmente

Notícias do Tocantins – Um celular resistiu a aproximadamente 24 horas submerso no Lago de Palmas e voltou a funcionar normalmente após ser localizado por mergulhadores. O aparelho estava entre algas, a cerca de quatro metros e meio de profundidade, próximo à Ilha do Canela.

O celular pertence ao correspondente bancário Matheus Alves. Ele passeava de moto aquática pela região no domingo (16) quando o compartimento onde o equipamento estava guardado se abriu.

Matheus só percebeu que o aparelho havia desaparecido ao chegar ao deck da ilha. Sem saber o ponto exato da queda, ele acreditava que dificilmente conseguiria recuperá-lo. Também imaginava que, mesmo se fosse encontrado, o celular estaria inutilizado.

“Depois de recuperado, o aparelho ligou normalmente e todas as funções continuaram operando sem problemas. Sinceramente, eu imaginava que ele estaria inutilizado, então ver que estava funcionando foi algo que me deixou impressionado e muito feliz”, contou.

Duas horas de buscas no fundo do lago

A missão de localizar o equipamento ficou a cargo dos mergulhadores João Sobota e Rafael Menezes, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros.

Como não havia uma localização precisa, a dupla realizou uma varredura pelo fundo do lago. Nos trechos cobertos por algas, foi necessário utilizar um detector de metais.

“Esse deu bastante trabalho. Foram duas horas de mergulho. Usamos a técnica de varredura e, nos locais com algas, usamos detector de metais”, explicou Rafael.

Depois de duas horas de buscas, o aparelho foi encontrado entre as algas, a aproximadamente 4,5 metros de profundidade.

Resistência foi muito além da especificação

O tempo em que o celular permaneceu submerso também chamou atenção. Segundo as especificações divulgadas pela fabricante, o modelo suporta água em profundidade máxima de seis metros por aproximadamente 30 minutos.

Neste caso, o equipamento permaneceu no fundo do Lago de Palmas por cerca de um dia. Mesmo assim, segundo o proprietário, ligou normalmente e não apresentou problemas nas funções após o resgate.

Dependendo da versão e da configuração, o celular custa entre R$ 12,5 mil e R$ 18,5 mil.

De celulares a embarcações

Rafael Menezes atua como mergulhador há aproximadamente 15 anos e afirma que essa não foi a primeira operação para recuperar objetos perdidos no Lago de Palmas.

Ao longo desse período, ele já participou de buscas por canoas, barcos, cadeiras, equipamentos e varas de pesca. Desta vez, porém, além de encontrar o celular, o mergulhador ajudou a protagonizar um desfecho inesperado: depois de 24 horas debaixo d’água, o aparelho voltou para as mãos do dono ainda funcionando.

Fonte: AF Noticias