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Com 78 pessoas desaparecidas, Tocantins realiza mutirão para coletar DNA de familiares; veja locais

Notícias do Tocantins – Com 78 casos de desaparecimento ainda ativos, o Tocantins inicia, na próxima segunda-feira (24/08), uma nova força-tarefa para tentar localizar e identificar pessoas desaparecidas com o auxílio da genética forense. A Secretaria da Segurança Pública (SSP/TO) participará da quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, com 12 pontos de atendimento no Estado.

A coleta é gratuita, rápida e indolor. As amostras fornecidas pelos familiares serão inseridas nos bancos de perfis genéticos e comparadas com o material de pessoas encontradas vivas ou falecidas, mas que ainda não tiveram a identidade confirmada.

Dos 78 casos ativos no Tocantins, somente 14 já contam com material genético de familiares. Nos outros 64, ainda não existem amostras de referência inseridas no Banco de Perfis Genéticos, o que limita as possibilidades de comparação. Ao longo desta semana, a SSP/TO realiza uma busca ativa para localizar essas famílias e orientá-las sobre o procedimento.

Os 12 pontos de coleta disponíveis no Tocantins podem ser consultados neste link.

DNA já ajudou a identificar 38 pessoas

A coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas é realizada no Tocantins desde 2021. Nesse período, o trabalho contribuiu para a identificação de 38 pessoas.

Segundo a SSP/TO, o material coletado é utilizado exclusivamente nas tentativas de localização e identificação do familiar desaparecido. Caso a pessoa seja encontrada ou retorne para casa, a amostra é descartada e não pode ser utilizada para outras finalidades.

Como funciona a coleta

O procedimento é realizado por peritos oficiais e consiste na passagem de uma haste de algodão, semelhante a um cotonete, na parte interna da bochecha. Não há necessidade de retirada de sangue.

A partir da amostra, é elaborado um perfil genético que poderá ser comparado com os registros existentes nos bancos estaduais e nacional. O cruzamento pode ajudar a confirmar a identidade de pessoas encontradas sem documentação ou em condições que impossibilitem o reconhecimento convencional.

A preferência é pela coleta do material de familiares de primeiro grau. A ordem indicada é pai ou mãe biológicos; filhos biológicos, acompanhados do outro genitor; e irmãos biológicos que sejam filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Quando nenhum desses parentes estiver disponível, outras possibilidades poderão ser avaliadas pelas equipes responsáveis.

Crianças também podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal.

Documentos necessários

Para participar, o familiar deve comparecer a um dos pontos de coleta com um documento de identificação e informações sobre o Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como número, estado onde foi registrado e delegacia responsável.

É recomendável levar uma cópia do boletim, mas a apresentação do documento não é obrigatória. Quem já forneceu material genético anteriormente não precisa repetir o procedimento.

A coleta pode ser realizada mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido em outro estado. Portanto, familiares que estejam no Tocantins poderão fornecer a amostra em um dos pontos disponíveis, independentemente do local onde o Boletim de Ocorrência foi registrado. Também não existe prazo máximo para a doação do material.

Famílias devem comunicar o reaparecimento

A Secretaria da Segurança Pública reforça que os familiares devem comunicar imediatamente à Polícia Civil quando uma pessoa registrada como desaparecida for encontrada ou retornar para casa.

A atualização do Boletim de Ocorrência permite a baixa do registro, mantém os dados oficiais atualizados e ajuda as forças de segurança a direcionarem equipes e recursos aos casos que continuam efetivamente em aberto.

A mobilização será realizada em todo o país, com 342 pontos de coleta. A iniciativa ocorre no mês em que é lembrado o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados e pretende ampliar as possibilidades de identificação e localização de pessoas com o uso da genética forense.

Fonte: AF Noticias