Da escola pública à universidade: jovens revelam como a educação transformou suas vidas
A educação pública do Tocantins segue acumulando resultados que se refletem diretamente no sucesso de seus estudantes. Três jovens que concluíram o ensino médio em dezembro de 2025 compartilham trajetórias marcadas por dedicação, participação em projetos escolares e aprovação no ensino superior, evidenciando o papel da escola pública na formação acadêmica e pessoal.
Um deles é Marcivânio Izídio de Souza, egresso do Colégio Estadual Desembargador Virgílio de Sousa Melo, aprovado no curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Universidade do Tocantins (Unitins), no câmpus de Paranã. Na mesma instituição de ensino, concluiu o ensino médio Ângelo Gabriel Amaral de Oliveira, de 17 anos, que também conquistou vaga no mesmo curso da Unitins após cursar os três anos do ensino médio na escola.
O terceiro estudante é Carlos Eduardo Silva Alves, de 17 anos, formado pelo Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, em Augustinópolis. Ele foi aprovado no curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins (UFT), uma das instituições mais concorridas do estado.
Apesar de percursos distintos, os três estudantes relatam experiências semelhantes dentro da escola pública: participação em projetos pedagógicos, envolvimento em olimpíadas científicas e acesso a atividades que contribuíram para o desenvolvimento acadêmico e para a definição das escolhas profissionais. Segundo eles, o aprendizado adquirido ao longo do ensino médio ultrapassou os conteúdos formais, ampliou a visão de mundo e ofereceu ferramentas importantes para o ingresso no ensino superior.
As histórias reforçam como iniciativas educacionais, aliadas ao esforço individual dos estudantes, podem abrir caminhos e consolidar a escola pública como espaço de oportunidades e transformação social.
Marcivânio – sua maior conquista, esteve três vezes na imersão tecnológica, em São Paulo

Marcivânio soube aproveitar ao máximo as oportunidades que a escola pública oferece e entre suas conquistas está sua participação, por três anos consecutivos, na Semana Escola Avançada de Tecnologia, realizada pela equipe da Olimpíada Brasileira de Tecnologia (Semana EAT), em São Paulo. E nesses encontros, além de todo o conhecimento tecnológico, Marcivânio teve contato com professores que atuam em universidades, com estudantes de vários estados brasileiros e com o universo das descobertas tecnológicas.
“Representar o Tocantins pela terceira vez consecutiva, em meio a tantos outros estados do país, é uma honra imensa e uma alegria difícil de descrever. É uma tradição que carrego com muito orgulho. A Semana EAT, que é a fase opcional da Olimpíada Brasileira de Tecnologia, tem algo muito especial, ela desperta nos estudantes a vontade de transformar o mundo ao redor. Ela acende em nós o desejo de solucionar problemas reais usando a tecnologia como ferramenta. A gente passa a enxergar o mundo com outros olhos, porque quando aprendemos a identificar os problemas, percebemos que eles sempre estiveram ali, só não havíamos sido provocados a prestar atenção. E isso muda tudo”, explicou.
Marcivânio saiu da escola levando na bagagem muitas premiações, entre elas, a medalha de ouro na Olimpíada do Oceano. Por meio desta, veio a bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); medalha denominada Futuro Cientista na Olimpíada Brasileira de Biotecnologia; medalha de prata, nas edições 2023 e 2024 da Olimpíada Camaleão de Química; e medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática Financeira.
“A escola representou um palco de diversas aprendizagens, lutas, conquistas e momentos inesquecíveis e de muitas emoções. Eu agradeço a todos os professores que nos ajudaram a realizar todas essas conquistas”, contou.
Ângelo ressaltou a importância do acolhimento da escola

O estudante Ângelo também conquistou medalha de prata na Olimpíada Camaleão de Química e fala da escola com orgulho e satisfação. “No Colégio Estadual Desembargador tem uma equipe acolhedora com todos os alunos, e, além disso, estão sempre inovando a forma de ensino e de aprendizado. Os professores são excelentes profissionais, que eu pude ter para aprender nesse período escolar, o ensino não só focava em sala de aula, mas também tinha gincanas e outras atividades voltadas aos conteúdos referentes ao que estávamos estudando”, explicou.
E sair do ensino médio e entrar na faculdade deixou Ângelo muito feliz, agora, ele segue o novo ciclo fazendo um curso de Desenvolvimento de Sistemas, que é uma área que gosta muito.
Carlos Eduardo – aprovado no curso que desejava desde criança

O estudante Carlos Eduardo, 17 anos, também está muito feliz por ter saído da educação básica e entrado num curso superior. Ele contou que desde criança já desejava cursar Direito. “Durante os três anos que estudei no Colégio Manoel Vicente, conquistei algumas medalhas e premiações em olimpíadas nacionais, na Olimpíada Brasileira de Geografia, na Olimpíada Brasileira do Saber e na Olimpíada Brasileira de Geopolítica”, afirmou.
E sobre a escola, Carlos Eduardo também aproveitou as oportunidades, participou dos projetos, das feiras de ciências e procurou aprender o máximo. “Eu tenho muito a agradecer a todos da escola. Foram três anos na instituição, que considero essenciais para a minha formação, e pude evoluir como estudante, como pessoa. A escola representou um lugar no qual despertou o melhor de mim”, esclareceu.
Fonte: AF Noticias
