Diante de Wanderlei, Vicentinho Jr cobra fim do FET: ‘carga pesada nas costas do produtor’
Notícias do Tocantins – Durante a Abertura Nacional da Colheita de Soja 2025/2026, realizada na manhã desta sexta-feira (30), em Porto Nacional, o pré-candidato ao governo do Tocantins, deputado federal Vicentinho Júnior, defendeu o fim da cobrança do Fundo Estadual de Transporte (FET). O posicionamento foi feito na presença do governador Wanderlei Barbosa, que acompanhava o evento na plateia.
Ao se dirigir ao chefe do Executivo estadual, Vicentinho Júnior reconheceu os avanços da gestão na recuperação e melhoria da malha viária, mas criticou o impacto da taxa sobre os produtores rurais. Segundo ele, a cobrança transfere aos produtores um ônus excessivo pela manutenção das estradas.
“Senhor governador, parabenizo pela recuperação e pelas melhorias nas estradas do Estado, mas digo: está na hora de acabar com o FET. Não podemos colocar essa carga tão pesada nas costas do produtor”, afirmou. A lei que instituiu o fundo é alvo de questionamentos judiciais por entidades ligadas ao agronegócio.
O parlamentar também destacou a necessidade de reduzir a burocracia e ampliar o uso da tecnologia no setor produtivo, especialmente nos processos ambientais. “A desburocratização é fundamental. Falo de processos em geral, do Naturatins, por meio do CAR [Cadastro Ambiental Rural], principalmente”, disse. Para ele, os instrumentos tecnológicos utilizados para fiscalização devem também servir para regularização e apoio ao produtor. “A tecnologia que fiscaliza e pune o produtor precisa ser usada para facilitar e regularizar a vida das mulheres e dos homens do campo”, completou.
O evento ocorreu na Fazenda Alto da Serra, pertencente ao Grupo Wink, e reuniu produtores, autoridades e representantes do setor. Em seu pronunciamento, Vicentinho Júnior ressaltou o papel estratégico do agronegócio no desenvolvimento socioeconômico do Tocantins.
Ele mencionou ainda desafios enfrentados pelo setor, como as altas taxas de juros, a inadimplência dos produtores e a necessidade de maior segurança jurídica para o exercício da atividade rural. Segundo o parlamentar, o Estado deve atuar como parceiro do produtor. “Eles não podem ser tratados apenas como pagadores de impostos”, afirmou.
Ao final, o pré-candidato destacou os resultados econômicos gerados pelo agronegócio tocantinense. “O Estado exportou mais de 3 bilhões de dólares, o que representa mais de 16 bilhões de reais. Esse resultado é fruto do trabalho dos produtores e dos trabalhadores do campo. É dinheiro que entra no Estado, gera empregos e melhora a vida da população rural e urbana”, concluiu.
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Fonte: AF Noticias
