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Empresas já enfrentam rejeição de notas com novas regras da Reforma Tributária em 2026

Notícias do Tocantins  – Mudanças na Reforma Tributária já afetam, na prática, a emissão de notas fiscais eletrônicas em 2026 e exigem adaptação imediata de empresas no Tocantins. Mesmo em fase de transição, a nova estrutura já está em vigor e pode travar operações de quem não se adequar às regras.

Desde janeiro, passou a ser obrigatório o preenchimento dos campos de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas NF-e e NFC-e. Apesar da alíquota simbólica de 1%, a validação das notas depende dessas informações, e inconsistências podem levar à rejeição do documento fiscal.

E o que isso significa na prática? Sem a nota autorizada, a empresa não consegue finalizar a venda nem registrar a receita. Ou seja: o dinheiro não entra.

“Temos observado que muitas empresas ainda tratam 2026 como um ano de testes, mas isso não é verdade. A exigência já está valendo e qualquer inconsistência pode impedir a emissão de notas e, consequentemente, a realização de vendas”, explica Andressa Garcia.

Os erros mais comuns são simples, mas têm impacto direto:

  • Cadastro de produto desatualizado

  • Código NCM incorreto

  • Sistema de gestão (ERP) desatualizado

Essas falhas já estão entre os principais motivos de rejeição de notas fiscais.

As pequenas e médias empresas são as que mais sentem esse impacto, principalmente quando ainda não revisaram seus processos. Quando a nota é rejeitada, a venda para, o caixa é afetado e toda a operação pode ser prejudicada.

Para evitar esse tipo de problema, três ações são consideradas essenciais:

  • Atualizar o sistema (ERP): garantir que ele esteja adaptado ao novo modelo fiscal

  • Revisar cadastros: conferir NCM, dados de produtos e informações fiscais

  • Treinar a equipe: alinhar quem emite nota às novas regras

Mesmo com alíquota baixa neste momento, o sistema já está sendo monitorado pelo fisco. Esses dados vão servir de base para a cobrança completa dos novos tributos a partir de 2027.

Além disso, a Reforma Tributária prevê a substituição gradual de impostos como PIS, Cofins e IPI, além de ICMS e ISS. Por isso, a adaptação não é opcional: é uma etapa necessária para manter a empresa funcionando sem interrupções.

Em resumo: 2026 já exige atenção total. Quem não ajustar agora pode enfrentar problemas imediatos no faturamento e dificuldades maiores nos próximos anos.

 

Fonte: AF Noticias