AraguaínaDestaque

Falhas no atendimento do 190 motivam investigação do Ministério Público no Tocantins

Notícias do Tocantins – Uma investigação do Ministério Público do Estado do Tocantins apura possíveis falhas estruturais e operacionais no funcionamento do Sistema Integrado de Operações Policiais (Siop), responsável por centralizar o atendimento de chamadas de emergência — como o número 190 — em todo o estado.

O inquérito civil público foi instaurado pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), que passou a reunir informações sobre o funcionamento do sistema após o registro de reclamações e indícios de deficiência no serviço.

Como uma das primeiras medidas, o Ministério Público requisitou informações ao Comando da Polícia Militar e à Secretaria de Segurança Pública sobre a estrutura atual do Siop em todo o Tocantins. Entre os pontos solicitados estão a organização do sistema, a identificação dos responsáveis pelas bases regionais e os canais de contato das unidades instaladas em Palmas, Araguaína e Gurupi.

A investigação também ganhou dimensão estadual após promotorias de Justiça relatarem queixas recorrentes da população sobre falhas no atendimento de chamadas de emergência. Diante disso, o Gaesp solicitou que todos os promotores com atuação no controle externo da atividade policial informem eventuais reclamações registradas em suas respectivas regiões.

Segundo o documento que fundamenta o inquérito, há relatos de interrupções no atendimento do 190, limitações tecnológicas e inconsistências no registro e encaminhamento de ocorrências. A apuração aponta que o sistema apresenta “deficiência em seu funcionamento”, além de fragilidades no controle estatístico dos atendimentos realizados pelas unidades policiais.

O Siop está instalado no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Palmas, e possui núcleos regionais em Araguaína e Gurupi. Na capital e região de circunscrição, o sistema atende cerca de 300 mil habitantes.

Na avaliação do Ministério Público, as falhas identificadas podem comprometer diretamente a eficiência do serviço e afetar a capacidade de resposta das forças de segurança, com reflexos na preservação da ordem pública e na proteção da população.

A investigação segue em andamento e busca verificar a extensão dos problemas e cobrar medidas para garantir o funcionamento adequado de um dos principais canais de emergência do estado.

Fonte: AF Noticias