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Fazenda de R$ 20 milhões é sequestrada em investigação sobre fraude milionária no Tocantins

Notícias do Tocantins – Uma fazenda apontada em documentos por quase R$ 20 milhões foi bloqueada pela Justiça durante a segunda fase da Operação Dolos, deflagrada nesta quarta-feira (19/08), no Pará, por agentes da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic) de Palmas. A medida impede que o imóvel seja vendido, transferido ou negociado enquanto avançam as investigações sobre a origem dos recursos usados na aquisição.

Segundo a Polícia Civil, a propriedade teria sido registrada em nome de uma pessoa supostamente usada como “laranja” para ocultar o verdadeiro dono do patrimônio. As diligências indicam que a proprietária formal não teria capacidade financeira compatível com a compra de uma fazenda desse valor.

O bloqueio judicial busca preservar o imóvel e evitar eventual dilapidação patrimonial. Agora, os investigadores trabalham para rastrear a origem do dinheiro empregado na aquisição e esclarecer quem seriam os reais beneficiários da propriedade.

A ação integra a Operação Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e representa um novo avanço nas apurações contra um grupo suspeito de estelionato qualificado e lavagem de dinheiro. O esquema investigado teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 9 milhões a um empresário do setor farmacêutico.

A primeira fase da Operação Dolos foi deflagrada em 24 de junho, quando a Polícia Civil cumpriu 12 mandados de busca e apreensão contra os investigados. Os documentos recolhidos durante aquela etapa teriam ajudado a localizar a fazenda e a identificar indícios de possível ocultação patrimonial.

Além da aquisição do imóvel, a investigação apura a possível participação do grupo em licitações realizadas por municípios tocantinenses. A Polícia Civil aguarda informações solicitadas ao Tribunal de Contas para verificar a regularidade dos procedimentos e se os serviços contratados foram efetivamente executados.

As diligências continuam para identificar outros bens que possam ter sido adquiridos com recursos provenientes do suposto esquema, além de esclarecer a participação de cada investigado e a possível existência de outros envolvidos. As suspeitas ainda estão em apuração, e não há condenação relacionada ao caso.

Fonte: AF Noticias