Maior hospital público do Tocantins enfrenta pressão no sistema elétrico; MPTO apura caso
Notícias do Tocantins – Falhas no fornecimento de energia, interrupções na climatização e até a suspensão temporária de atendimentos de quimioterapia colocaram o Hospital Geral de Palmas (HGP) no centro de um alerta do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que abriu apuração para cobrar medidas urgentes de segurança na unidade.
O caso foi discutido em audiência realizada na última quarta-feira (07/05), conduzida pela promotora de Justiça Araína Cesárea, com a participação da Secretaria Estadual da Saúde (SES-TO) e da direção do hospital. O foco: entender os riscos e evitar novos episódios em setores considerados sensíveis, como oncologia e internação.
O ponto mais crítico envolve uma intercorrência registrada em abril no setor de oncologia, quando uma falha elétrica — provocada pela queima de uma peça fabricada sob medida e sem reposição imediata — comprometeu o funcionamento da unidade. Segundo a SES, o problema levou à suspensão dos atendimentos de quimioterapia por uma tarde inteira.
Ainda de acordo com a pasta, o fornecimento de energia foi restabelecido apenas durante a noite, após mobilização de equipes técnicas que atuaram até a madrugada. Pacientes internados também enfrentaram oscilações no abastecimento durante testes no sistema elétrico.
Outro problema exposto é a vulnerabilidade da climatização hospitalar. O sistema de ar-condicionado ficou temporariamente comprometido porque não está ligado à rede de energia de emergência — uma falha estrutural que acende alerta em um hospital de grande porte e funcionamento contínuo.
Estrutura sob pressão
Diante dos problemas, o próprio governo reconheceu a necessidade de reforçar a infraestrutura elétrica do HGP. A principal medida anunciada é a construção de uma nova subestação de energia, considerada essencial para garantir estabilidade no abastecimento, especialmente com a ampliação da unidade.
O hospital passa por expansão, com previsão de ampliação do pronto-socorro e entrega de 80 novos leitos — o que deve aumentar ainda mais a demanda energética.
Segundo a SES, a obra da subestação deve começar em junho, com conclusão prevista para outubro. Paralelamente, foi solicitado um estudo técnico para reequilibrar a carga elétrica da unidade.
Climatização inadequada
Outro ponto de preocupação envolve o sistema de climatização. Técnicos apontaram que o modelo atual, baseado em aparelhos do tipo split, é insuficiente para atender a complexidade de um hospital como o HGP.
Como solução definitiva, foi discutida a implantação de um sistema central de ar-condicionado, que exigirá projeto específico e contratação de engenheiro mecânico especializado.
MP vai fiscalizar
Ao final da audiência, o Ministério Público decidiu intensificar o acompanhamento do caso. Será enviado ofício à Secretaria da Saúde cobrando cronograma detalhado das intervenções, além de documentos da obra e do planejamento elétrico.
A promotora Araína Cesárea também solicitou informações sobre o projeto do Hospital Geral de Gurupi (HGG), ampliando o monitoramento sobre a estrutura hospitalar no estado.
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Fonte: AF Noticias
