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Mulher é presa após confusão em UPA ao cobrar atendimento para bebê de apenas 7 meses

Notícias do Tocantins – Uma mulher foi presa, algemada e conduzida por policiais militares na noite desta segunda-feira (27/04), dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tocantinópolis, após um episódio de confusão enquanto acompanhava um bebê de apenas 7 meses em busca de atendimento médico.

A mulher foi identificada como sendo a pedagoda D’ane Carvalho da Costa Oliveira, de 43 anos. Ela buscava atendimento para a sobrinha, mas acabou sendo presa, ofendida e agredida por um policial militar. Ela pagou fiança e foi liberada.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a mulher critica a demora no atendimento e denuncia a ausência de médico na unidade. Em tom de revolta, ela afirma que a criança vinha apresentando febre há semanas e que não teve o problema resolvido após diversas idas às unidades de saúde do município.

Uma criança que tem febre, acostumar com medicação fortíssima, vir na UPA durante seis vezes, em 22 dias, e chega aqui com pessoas plantando discurso bonito sobre integridade física com a questão de esperar. Criança não espera, tem prioridade“, desabafou a mulher.

Em outro trecho, a mulher mostra a área interna da unidade com pacientes aguardando atendimento e afirma que o consultório médico estaria sem profissional no momento. “Minha revolta chegou ao limite”, diz.

Outro vídeo registra quando ela é conduzida por policiais militares, algemada, até uma viatura.

Estava sem médico, eu comecei a gravar e falar e tudo. Porém, ninguém se posicionou, não falou nada. Um médico aqui da cidade, acho que viu nas redes sociais, e tomou as dores da gestão e entrou [para o consultório] e mandou me chamar. Eu já pensei que era para consultar. Só que quando eu entrei e perguntei se era para consultar ele disse que não, que queria saber o que estava acontecendo. E aí começamos o bate-boca. Ele pediu para eu sair e disse que ia me consultar, só que não consultou. Nesse momento ele foi chamar a polícia. Na hora que eu já estava sendo presa, um policial me tirou da viatura, me chamou rapariga e me jogou ao chão”, afirmou D’ane.

Histórico de atendimento

Segundo o relato da própria mulher, o bebê já havia sido levado diversas vezes a unidades básicas de saúde ao longo de 22 dias devido a episódios de febre, mas sem solução definitiva para o problema.

O que diz a Polícia Militar

Em nota ao portal AF Notícias, a Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informou que foi acionada para atender uma ocorrência de desordem nas dependências da UPA de Tocantinópolis.

De acordo com a corporação, profissionais de saúde relataram que a mulher apresentava comportamento alterado, teria invadido um consultório em atendimento, proferido ameaças e causado perturbação no funcionamento da unidade.

Ainda segundo a PM, os policiais tentaram inicialmente conter a situação por meio de diálogo, orientando a mulher sobre as implicações legais da conduta. No entanto, diante da continuidade do comportamento e da resistência às ordens, foi necessária a contenção.

A corporação afirmou também que houve resistência ativa durante a condução, sendo a mulher encaminhada à Central de Atendimento da Polícia Civil, onde o caso foi apresentado à autoridade competente.

“A Polícia Militar do Tocantins ressalta que atua mediante acionamento e dentro dos limites legais, com o objetivo de preservar a ordem pública e garantir a segurança de profissionais e usuários dos serviços essenciais”, destacou a nota.

Fonte: AF Noticias