Mulher que articulou contrato de R$ 139 milhões das UPAs de Palmas é considerada foragida
Notícias de Palmas – A Polícia Civil do Tocantins intensificou as buscas para localizar Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência e apontada como uma das principais articuladoras do contrato firmado para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas. Contra ela foi expedido mandado de prisão preventiva durante a nova fase da operação, deflagrada nesta quarta-feira (10), mas a investigada não foi encontrada durante o cumprimento das ordens judiciais e passou a ser considerada foragida.
Cláudia Fernanda representa a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, organização social contratada pela Prefeitura de Palmas para administrar as duas UPAs da capital em um contrato estimado em aproximadamente R$ 139 milhões. Segundo a Polícia Civil, ela teria desempenhado papel central na articulação dos interesses da entidade durante o processo que culminou na celebração da parceria com o município.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), a representante da organização social figura entre os principais alvos da apuração e é apontada como uma das operadoras do suposto esquema investigado.
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Prisão foi autorizada pela Justiça
A prisão preventiva de Cláudia Fernanda foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público. Conforme consta na decisão judicial, a medida teve como fundamento a necessidade de garantia da ordem pública, diante dos elementos reunidos ao longo da investigação.
Nesta nova etapa da Operação Falsa Emergência, também foram presos a secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. Ambos foram conduzidos à sede da Decor para os procedimentos legais.
Investigação apura suposto direcionamento na contratação
A Operação Falsa Emergência apura suspeitas de irregularidades no processo que resultou na terceirização da gestão das UPAs Norte e Sul da capital. Entre os indícios investigados estão a possível inserção de informações falsas em documentos administrativos, ausência de transparência na condução do procedimento, realização de reuniões restritas e suposto direcionamento para favorecer a organização social vencedora.
As investigações tiveram início após a formalização do contrato firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, em março deste ano.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos após a primeira fase da operação revelaram novas circunstâncias consideradas graves pelos investigadores. Entre elas estariam tentativas de ocultação de provas, alinhamento de versões entre investigados e possíveis interferências na produção de elementos probatórios, fatores que embasaram os pedidos de prisão preventiva deferidos pela Justiça.
Polícia pede apoio da população
Com a investigada ainda não localizada, a Polícia Civil solicita a colaboração da população para auxiliar em sua localização. Informações podem ser repassadas pelos telefones (63) 3901-7202 e (63) 3901-7203.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima, e o sigilo do denunciante é garantido.
A Operação Falsa Emergência segue em andamento e busca esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a contratação milionária para a gestão das unidades de saúde, além de identificar e responsabilizar eventuais envolvidos, observando os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
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Fonte: AF Noticias

