
Nova operação mira Santa Casa e empresa ligada a contrato de R$ 139 milhões das UPAs de Palmas
Notícias de Palmas – Uma nova ofensiva da Polícia Civil ampliou nesta quinta-feira (10/09) as investigações sobre o contrato de R$ 139 milhões para terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
A nova fase da operação Falsa Emergência cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em quatro cidades, incluindo endereços ligados à Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade contratada para administrar os serviços.
Batizada de Estancamento, a operação teve ações em Palmas (TO), São Paulo (SP), Itatiba (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Foram cumpridos um mandado na capital tocantinense, um em São Paulo, dois em Itatiba e um no Rio. As ordens foram expedidas pelo juiz da Vara de Garantias de Palmas.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), os alvos são endereços relacionados à entidade responsável pela parceria investigada, pessoas ligadas à administração da instituição e uma empresa que apareceu nas movimentações financeiras analisadas ao longo da apuração.
A nova etapa foi conduzida pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR) e busca aprofundar a investigação sobre a contratação da Santa Casa para assumir a gestão das UPAs da Capital.
Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba confirmou que representantes das autoridades policiais estiveram na instituição na manhã desta quinta-feira e afirmou que está prestando todo o apoio necessário às diligências.
Contrato de R$ 139 milhões é alvo de investigação
A primeira fase da operação Falsa Emergência foi deflagrada em junho de 2026 e teve como foco a contratação da Santa Casa para terceirização dos serviços das UPAs de Palmas.
Na ocasião, foram presos a então secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva.
O contrato, estimado em R$ 139 milhões, foi firmado sem licitação. A investigação passou a apurar supostas irregularidades no procedimento de contratação e na atuação dos envolvidos.
O acordo acabou suspenso pelo Tribunal de Contas do Tocantins (TCE-TO), e a Prefeitura de Palmas precisou retomar diretamente o atendimento nas unidades.
De acordo com a Polícia Civil, Dhieine Caminski e Andreis Vicente teriam atuado no direcionamento da contratação. Já Cláudia Fernanda é apontada pelos investigadores como uma suposta lobista envolvida nas tratativas.
Investigados viraram réus e foram soltos pelo STJ
Após a conclusão do inquérito policial, os três foram denunciados pelo Ministério Público e se tornaram réus em ação penal que apura suspeitas de peculato, corrupção e associação criminosa, entre outros crimes.
No início de setembro, Dhieine Caminski, Andreis Vicente e Cláudia Fernanda foram soltos por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os três negam as irregularidades atribuídas a eles na investigação.
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Fonte: AF Noticias
