
Pai que matou filha de 12 anos com golpe de facão é condenado a 70 anos de prisão no Tocantins
Notícias do Tocantins – Setenta anos de prisão. Essa foi a pena imposta a João Vitor Oliveira Matos pelo assassinato da própria filha, Wevelin Vitória Carvalho Oliveira, de apenas 12 anos. A adolescente foi morta com um golpe de facão na garganta, em julho de 2025, dentro de uma residência em Babaçulândia, no norte do Tocantins.
O julgamento ocorreu na quinta-feira (20/8), durante sessão do Tribunal do Júri realizada em Filadélfia. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e reconheceram o feminicídio, o emprego de meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além de fixar a pena em 70 anos de reclusão, a Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Violência, controle e premeditação
A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Guilherme Cintra Deleuse. Aos jurados, ele afirmou que o assassinato foi o desfecho de um histórico contínuo de violência e controle exercido pelo pai contra a adolescente, incluindo investidas de natureza sexual.
Segundo a acusação, no dia do crime, João Vitor ingeriu bebida alcoólica e passou parte do dia amolando um facão. Depois, trancou-se na residência com a filha, impedindo que ela fugisse.
A adolescente foi atacada com um golpe profundo na garganta e morreu no local. As circunstâncias apresentadas durante o julgamento levaram o júri a reconhecer a premeditação e a extrema crueldade da conduta.
Vítima foi impedida de fugir
O Conselho de Sentença entendeu que João Vitor utilizou meio cruel e um recurso que impossibilitou a defesa da filha. Para os jurados, ao trancar a adolescente dentro da residência, o réu reduziu qualquer possibilidade de fuga antes de desferir o golpe fatal.
A pena também foi aumentada porque o crime foi cometido contra uma vítima menor de 14 anos.
Na dosimetria, a Justiça considerou a culpabilidade marcada pela premeditação, a conduta social desfavorável do condenado, o impacto psicológico provocado no irmão da vítima e as circunstâncias do assassinato.
Conforme apontado no processo, João Vitor ainda teria tentado obrigar o outro filho, também menor de idade, a participar da execução da adolescente.
Fonte: AF Noticias
