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Policial vai a júri por atirar contra casal dentro de condomínio em Araguaína, decide Justiça

Notícias de Araguaína – A Justiça decidiu que Fábio Ribeiro da Silva será julgado pelo Tribunal do Júri por duas tentativas de homicídio ocorridas dentro de um condomínio residencial de Araguaína. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), autor da denúncia. O réu é agente da Polícia Civil do Distrito Federal.

A decisão de pronúncia foi proferida na quarta-feira (08/07), após a Justiça considerar procedente o pedido do MPTO. O caso aconteceu em 19 de fevereiro de 2024 e ganhou ampla repercussão no Tocantins depois que o policial atirou contra uma caminhonete ocupada por um casal dentro de um condomínio de luxo da cidade.

Segundo o Ministério Público, Fábio Ribeiro da Silva responderá por duas tentativas de homicídio doloso, modalidade em que o autor age com intenção de matar ou assume o risco de provocar a morte.

A denúncia também atribui ao acusado três qualificadoras: motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito.

O processo é acompanhado, pelo MPTO, pelo promotor de Justiça Daniel José de Oliveira Almeida, que responde pela 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína.

A decisão de pronúncia não representa condenação, mas determina que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. A defesa ainda pode recorrer.

Perseguição e tiros dentro do condomínio

Conforme as investigações divulgadas pelo MPTO, o acusado dirigia em velocidade superior à permitida dentro do condomínio quando tentou ultrapassar outro veículo. Como não conseguiu concluir a manobra, teria entendido que o motorista da caminhonete havia fechado sua passagem.

Contrariado, o policial teria iniciado uma perseguição ao casal. Depois de alcançar o veículo, ele desceu do automóvel e efetuou disparos contra os pneus, com o objetivo de impedir que as vítimas deixassem o local.

Na sequência, conforme a acusação, Fábio ordenou que os ocupantes baixassem os vidros e saíssem da caminhonete. O casal não obedeceu.

Ainda segundo o MPTO, o acusado então atirou à queima-roupa contra a janela do motorista com uma pistola calibre 9 milímetros. O vidro foi estilhaçado e o projétil atravessou a cabine, atingindo uma área próxima à maçaneta interna da porta onde estava a passageira.

A acusação sustenta que o disparo colocou os dois ocupantes em risco de morte. O policial deixou o local após perceber que a ação estava sendo gravada pelo filho do casal.

Fonte: AF Noticias