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PSD reage à carta do senador Irajá, diz respeitar decisão e rebate críticas sobre falta de diálogo

Notícias do Tocantins – O PSD Tocantins afirmou, nesta segunda-feira (03/08), que lamenta, mas respeita a decisão do senador Irajá Abreu de desistir da construção de sua candidatura à reeleição. A legenda também negou ter discutido a inclusão de outro nome do partido na disputa pelo Senado.

A manifestação foi divulgada poucas horas depois de vir a público a carta encaminhada por Irajá ao presidente estadual da sigla, o vice-governador e pré-candidato ao governo Laurez Moreira, e ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

No documento, o senador retirou a autorização para que seu nome seja apresentado na convenção estadual do partido, marcada para esta terça-feira (4), às 16h30, no auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), em Palmas.

Irajá também criticou a condução do PSD no Tocantins, apontou falta de diálogo na formação das chapas e alianças e pediu uma deliberação da Executiva Nacional sobre os rumos da legenda no estado.

PSD diz que Irajá segue como nome do grupo

Na resposta, o diretório estadual afirmou que, desde o início das negociações para a formação da coligação, Irajá sempre esteve entre os nomes do grupo para disputar uma das duas vagas ao Senado.

Desde o início das conversas para formar a coligação, Irajá sempre foi um dos nomes do grupo para disputar uma vaga ao Senado, e este posicionamento segue mantido”, declarou o partido.

A legenda também esclareceu que não houve discussão, tanto no diretório nacional quanto no estadual, sobre a inclusão de outro nome para representar o PSD na disputa pelo Senado.

A manifestação indica que, apesar da decisão anunciada pelo parlamentar, a direção estadual ainda mantém Irajá entre os nomes considerados pelo grupo para a eleição.

Paulo Mourão ocupa a outra vaga, afirma partido

O PSD explicou que, após a saída do ex-governador Mauro Carlesse da disputa eleitoral, a outra vaga ao Senado passou a ser ocupada por Paulo Mourão, conforme o entendimento firmado entre os partidos da aliança.

O nome de Mourão faz parte do acordo político construído entre o PSD e o PT. Nesse cenário, a indicação de Ivanete Lima por Irajá para disputar o Senado passou a representar um ponto de divergência, já que, segundo o partido, as duas vagas da aliança estavam destinadas ao senador e a Paulo Mourão.

Na carta, Irajá acusou integrantes da legenda de promoverem “evidente preconceito” contra Ivanete, descrita por ele como mulher negra, evangélica e líder comunitária.

O senador também afirmou que houve um “veto explícito” à pré-candidatura, divulgado pela imprensa e sem diálogo com ela.

Direção rebate crítica sobre falta de diálogo

Sem responder diretamente à acusação de preconceito, o PSD estadual afirmou que suas decisões foram tomadas com diálogo e entendimento entre os partidos que integram a aliança.

As decisões do PSD são tomadas por meio do diálogo e do entendimento amplo e democrático entre os partidos”, afirmou a legenda.

A direção também declarou que “não é correto transferir para outros a responsabilidade por um processo que foi construído de forma coletiva e harmônica”.

Irajá havia criticado ainda a falta de uma chapa competitiva para deputado federal e apontado uma situação de “instabilidade política” provocada, segundo ele, pela condução do processo eleitoral no estado.

Além de retirar a autorização para a apresentação de seu nome na convenção, o senador proibiu o partido de utilizar sua imagem nos materiais publicitários relacionados ao evento.

Partido mantém portas abertas

Ao final da nota, o PSD afirmou que segue aberto ao diálogo, respeitando os acordos firmados com as demais legendas e trabalhando pela união do grupo em torno de seu projeto eleitoral.

Já Irajá declarou na carta que permanece à disposição para disputar a eleição caso sejam “corrigidos os rumos equivocados do partido no Tocantins”. O senador afirmou ainda que aguarda uma posição oficial da Executiva Nacional.

Fonte: AF Noticias