
PSOL rejeita apoio a Dorinha e Vicentinho no 2º turno e critica alinhamentos com o bolsonarismo
Notícias do Tocantins – O PSOL decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins. Em resolução aprovada na noite desta segunda-feira (12/10), a direção estadual rejeitou tanto a candidatura da senadora Professora Dorinha (União Brasil) quanto a do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), alegando que ambos possuem vínculos políticos com o bolsonarismo e não apresentam compromissos suficientes com as bandeiras defendidas pelo partido.
A decisão foi divulgada nesta terça-feira (13), pouco mais de uma semana após o primeiro turno, no qual o PSOL disputou o Palácio Araguaia com o professor Witer Naves, que recebeu 5.109 votos, equivalentes a 0,60% dos votos válidos, terminando na quinta colocação entre os seis candidatos.
Em nota oficial, o diretório estadual afirmou que as alianças políticas dos dois concorrentes são incompatíveis com os princípios da legenda, especialmente nas áreas de direitos trabalhistas, justiça social e democracia.
Na avaliação do PSOL, os vínculos de Dorinha e Vicentinho com a extrema direita e o bolsonarismo impedem o apoio institucional a qualquer uma das candidaturas.
Partido rejeita alianças com bolsonarismo
O posicionamento ocorre em um cenário no qual os dois candidatos ao governo já manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Para o PSOL, seria contraditório defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, simultaneamente, apoiar no Tocantins candidatos alinhados ao campo político adversário na eleição nacional.
A legenda também argumenta que nenhum dos dois projetos apresenta compromissos considerados suficientes com suas prioridades programáticas.
Entre as pautas mencionadas estão a valorização dos servidores públicos, a defesa dos direitos trabalhistas, a agricultura familiar, a proteção ambiental e a melhoria dos serviços públicos.
O partido afirma ainda que os direitos das mulheres, da população negra, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, da população LGBTQIA+ e das pessoas com deficiência devem ser considerados na avaliação das candidaturas.
Eleitores liberados para decidir
Apesar de rejeitar o apoio institucional a Dorinha e Vicentinho, o PSOL não orientou seus filiados e eleitores a votar em branco ou anular o voto.
A direção estadual decidiu deixar a escolha a critério de cada eleitor, recomendando que sejam considerados os compromissos das candidaturas com a democracia, os direitos sociais e a proteção ambiental.
Segundo a resolução, manter a independência permitirá ao partido fiscalizar o próximo governo, cobrar políticas públicas e se posicionar contra medidas que considere prejudiciais à população.
Prioridade será a campanha de Lula
Enquanto ficará fora das duas campanhas ao governo estadual, o PSOL anunciou que concentrará seus esforços no segundo turno da eleição presidencial.
A direção reafirmou apoio à reeleição de Lula e informou que pretende mobilizar a militância e ampliar o diálogo com a população tocantinense em torno da candidatura petista.
Com a decisão, o partido encerra as discussões internas sobre um eventual apoio a Dorinha ou Vicentinho e estabelece uma posição de independência na disputa pelo Palácio Araguaia.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Fonte: AF Noticias
