
Ranking dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil mantém HMA em evidência nacional
Notícias de Araguaína – Meses após a divulgação do ranking dos 100 hospitais públicos que mais se destacaram no Brasil, elaborada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), o levantamento continua repercutindo no debate sobre a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
O tema foi abordado recentemente em um artigo de opinião publicado no Estadão, que discutiu a importância dos indicadores de desempenho para a avaliação da qualidade dos serviços prestados à população.
A divulgação desses dados permite comparar resultados e identificar práticas adotadas pelas unidades avaliadas. Os indicadores, contudo, devem ser analisados dentro da metodologia utilizada pelo levantamento e não representam, isoladamente, uma avaliação definitiva de todas as dimensões do atendimento hospitalar.
Entre as unidades incluídas estão o Hospital Municipal de Araguaína (HMA), no Tocantins, e o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), no Piauí. Ambos são administrados pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) mediante contratos de gestão.
A presença dos dois hospitais chama a atenção por se tratar de unidades localizadas fora do eixo Sudeste e em municípios do interior. O resultado indica que instituições dessas regiões também alcançaram os critérios de desempenho estabelecidos pelo levantamento nacional.
O HMA já havia recebido outros reconhecimentos. Em 2021, conquistou o selo Diamond do programa Qmentum International, nível mais elevado da certificação canadense. No ano seguinte, apareceu na 22ª posição de outra avaliação realizada pelo Ibross, cujo resultado foi apresentado em Brasília.
Também em 2022, o hospital recebeu uma certificação da consultoria Great Place to Work (GPTW), voltada à avaliação do ambiente de trabalho. Segundo a instituição, o reconhecimento foi obtido novamente em 2025.
Critérios do levantamento
A seleção dos 100 hospitais públicos de 2026 foi realizada pelo Ibross em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Para elaborar a lista, o estudo considerou critérios como acreditação hospitalar, disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), taxa de mortalidade ajustada, percentual de internações de alta complexidade, taxa de ocupação e tempo médio de permanência dos pacientes.
A análise conjunta da ocupação dos leitos e do período de internação busca avaliar a capacidade de atendimento e a utilização da estrutura hospitalar. Esses dados, entretanto, podem ser influenciados pelo perfil dos pacientes, pela complexidade dos procedimentos e pelas características de cada unidade.
O levantamento também incluiu a percepção dos usuários e aspectos relacionados às práticas de integridade institucional. A experiência do paciente passou, assim, a integrar a análise ao lado dos indicadores técnicos e assistenciais.
A repercussão da lista mantém em evidência a discussão sobre qualidade, transparência e eficiência na saúde pública. Para gestores e instituições, os resultados podem servir como referência para identificar avanços e pontos que ainda precisam ser aperfeiçoados, respeitadas as limitações e os critérios adotados na avaliação.
Fonte: AF Noticias
